sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

COMIDA QUE CUIDA!






Para você que está em quimioterapia e não aguenta comer quase nada... Sabemos que essa é a pior fase... então resolvemos trazer algumas receitinhas para amenizar esse momento e tentar tornar a alimentação em um ato prazeroso! 

Hoje, escolhemos uma sopa de legumes, pois ela está cheia de nutrientes e ainda ajuda com um pouquinho de líquido! É leve e por ser mais líquida mais fácil de ingerir. Teste sua sensibilidade, pois tem épocas em que o quente não é muito fácil de ser engolido, mas que tal testar possibilidades? E quem disse que sopa tem que ser pegando fogo? Afinal moramos em um país tropical! rs....


SOPA DE LEGUMES

2 batatas médias
2 cenouras médias
2 mandioquinhas médias
1 chuchu médio
1 cebola média
2 dentes de alho
sal a gosto

Descasque todos os legumes e corte em cubos grandes. Coloque numa panela de pressão com os temperos e cubra com água. cozinhe por 15 minutos e, após bata tudo no liquidificador. Pode-se acrescentar carne  (moída ou em cubos) ou macarrão (cozinhe à parte e acrescente na sopa).

E pra adoçar a vida....


BRIGADEIRO DIET

1 receita de leite condensado diet
1 colher de margarina light
2 colheres de sopa de chocolate em pó diet

Misture os ingredientes numa panela e leve ao fogo por cerca de 10 minutos. Mexa até desgrudar da panela. Deixe na geladeira por 6 horas, enrole e passe no chocolate diet.

Bom apetite!


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O QUE A QT TAMBÉM PODE FAZER POR VOCÊ!




A quimioterapia reserva surpresas que a nossa criatividade não pode sequer imaginar! rs... No entanto, muitos desses sintomas passam despercebidos no meio da confusão de náuseas, vômitos e fraqueza! Afinal... quem odeia vomitar, coloque o dedo aqui.. que já vai fechar! rs...



Então, além de geralmente perdermos o paladar, o olfato também se altera, nos castigando com os aromas que antes nos eram tão prazerosos. A comida passa ser uma obrigação e em muitos casos um momento de muito estress.



Mas tudo isso é bem marcante, o que demoramos a perceber durante o tratamento é que algumas alterações podem ocorrer, como por exemplo, dificuldade para enxergar, para ouvir, para coordenar as ideias.


Outra alteração que ocorre e que nem sempre relacionamos com os quimioterápicos, até porque os médicos não nos dizem que isso pode ocorrer, é o que se chama de síndrome mão-pé.


A síndrome mão-pé, é um efeito colateral de alguns tipos de quimioterapia, que provoca vermelhidão, inchaço e dor nas palmas das mãos ou nas plantas dos pés. Embora menos comum, a síndrome mão-pé, também, pode ocorrer em outras áreas, como joelhos e cotovelos.

Os principais sintomas são vermelhidão, inchaço e sensação de formigamento ou queimação, se houver evolução e o quadro se agravar, pode ocorrer rachaduras ou descamação da pele, bolhas, úlceras ou feridas na pele, dor intensa e dificuldade para andar ou usar as mãos.


Todos concordamos, que o melhor remédio é prevenir e nesse caso depois de instalado o problema o ideal é evitar a fricção e o calor, que tornam os sintomas piores. E para isso, deve-se  limitar a exposição das mãos e dos pés à água quente aos lavar pratos ou tomar banho e estes devem ser frios ou mornos, evitar a exposição às fontes de calor, como saunas e sol,  bem como atividades que causam força desnecessária ou fricção nos pés, como corrida, ginástica aeróbica e caminhadas longas. Muito cuidado ao manusear produtos químicos utilizados em detergentes ou produtos de limpeza doméstica, evite o uso de luvas de borracha para limpeza com água quente assim como o uso de ferramentas ou utensílios domésticos que exigem pressão da mão contra uma superfície dura e áspera, como ferramentas de jardim, facas ou chaves de fenda.


Sempre avise seu médico de tudo o que acorre com você. Não é o caso de se assustar, mas saber que é normal pelo processo que se está passando, e que assim que os quimioterápicos forem suspensos tudo tende a voltar ao normal.









quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

ATRAVESSANDO O TURBILHÃO!






Qual é o seu hobby? A vida durante o tratamento parece ter um sabor meio ácido, de incertezas recorrentes que acabam levando nossas mentes a lugares não desejados!




Manter a mente ocupada e ter pensamentos otimistas são fundamentais para se alcançar um resultado positivo! E quem diz isso são os próprios médicos!


Já aconteceu, diagnosticado, câncer, tratamento, incertezas, dor, frustração... Aaaaaaahhhhhhhh! Largue todo esse arcabouço teórico que te leva a um papel horroroso de vítima e vamos encontrar coisas bacanas para fazer!


Você aprendeu a tricotar com a sua avó? Ta aí! Uma boa hora para você confeccionar um cachecol novo para usar no inverno! Rs... Trabalhos manuais ajudam a manter uma atividade motora, beneficiando sua cognição, mas principalmente sua mente... que tem que se manter ocupada contando todos aqueles pontinhos!



Gosta de música? Que tal começar a tocar algum instrumento? A música ajuda a acalmar... e quanto mais você se envolver com ela, mas ela te levará para um estado de espírito de pura vibração superior... claro que para isso você tem que escolher aquilo que te agrade a alma!



Assistir filmes também é um ótimo programa e se os enjôos tiverem diminuído, uma pipoca pode ser uma excelente companhia! Rs... Vá de comédias, pois afinal rir é sempre o melhor remédio! Deixe suspenses e terror para os momentos em que sua vida voltar a ser digamos, mais pacata, ou seja, logo que o turbilhão passar!


Cultivar um jardim é colocar um pedacinho da natureza dentro de casa! Não importa se você mora em apartamento ou casa. O lance é tentar cuidar de alguém! Se não gosta de plantas... hummmm, talvez você queira adotar um peludinho para te fazer companhia. Eles são ótimos amigos!


Independente da atividade que você escolha, tenha sempre um sorriso no rosto, no início pode parecer difícil e até estranho... mas a medida que você for se acostumando vai perceber que a alegria contagia... então lembre-se sempre que você é  responsável por seu próprio ambiente mental!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

QUE TRATAMENTOS PODEM AFETAR A FERTILIDADE?


A infertilidade pode ser causada por qualquer um dos diferentes tratamentos oncológicos aplicados atualmente: Quimioterapia, Radioterapia ou Cirurgia.

1 - Quimioterapia


Quimioterapia atua sobre todas as células do corpo, destruindo tanto as células cancerígenas como as saudáveis que estão em processo de divisão. Entre estas se encontram os óvulos. Por isso, um dos potenciais efeitos colaterais destes tratamentos é a influência no sistema reprodutivo: basicamente, sua consequência seria a redução do número de óvulos, embora os riscos possam variar segundo cada tratamento.


2 - Radioterapia


 A radiação no útero e ovários pode causar a infertilidade ou, em muitos casos, a esterilidade permanente. Em algumas mulheres o retorno da menstruação pode aparecer meses ou anos depois de encerrar seu tratamento.










3 - Cirurgia

Em casos que se extriam os dois ovários (ooforectomia bilateral) não há possibilidades de manter a fertilidade, e se a extração é de um único ovário pode ser afetada em grandes proporções.Outro procedimento cirúrgico que pode afetar a fertilidade da mulher é da endometriose grave.




Perguntas mais frequentes


Quais os sintomas da infertilidade?
Na mulher que foi tratada com Quimio/Radio, pode haver ausência do ciclo menstrual ou ciclos irregulares.
Como é possível determinar a fertilidade de uma mulher?
Além da idade, podemos nos guiar por exames de sangue para avaliar seus hormônios e ultra-som ginecológico.
Quando inicia e quanto dura a infertilidade de um tratamento oncológico?
Começa com o tratamento quimioterápico, mas a fertilidade pode ser recuperada após o tratamento ou também ocorrer a infertilidade irreversível, tudo depende do tipo de tratamento e da duração.Converse com seu médico.
A partir de que idade se pode congelar óvulos/tecido ovariano?
Pode-se congelar óvulos e tecidos ovárianos após o início do ciclo menstrual.
Quanto dura a amostra de tecido ovariano ou os óvulos criopreservados?
Podem permanecer congelados por anos sem perder sua qualidade.
É seguro o uso de oócitos ou tecidos ovarianos criopreservados para um tratamento de reprodução assistida?
Hoje em dia, a utilização de óvulos congelados é segura e sua eficiência é amplamente comprovada. A utilização de tecidos ovarianos é contra-indicada em casos de leucemias.
Por tanto, ao receber o diagnóstico de câncer, seja racional, é uma situação transitória e você tem todas as condições de ter uma vida normal após o tratamento!

Converse com seu médico!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CAMINHANDO POR UMA BOA CAUSA!





Este final de semana foi especial para nós goianos que militamos no combate ao câncer! Por iniciativa do Cebrom, aconteceu a III Caminhada de Combate ao Câncer de Goiás no Parque Vaca Brava.

E muito gratificante ver tantos sorrisos cheios de esperança entrando em um ritmo de vida mais saudável e conscientes de suas vitórias!

Durante o evento correu um abaixo assinado que será encaminhado ao poder público solicitando a isenção de IPTU para aqueles pacientes que estejam em tratamento contra o câncer, na cidade de Goiânia. 

Quem já viveu a experiência sabe a dificuldade de arcar com todos os custos que um tratamento envolve, não é mesmo? Daí a significativa importância de se participar e militar para que mais pessoas tenham um maior acesso ao tratamento e consequentemente a uma melhor qualidade de vida!

E o Cicatrizar esteve presente em todos os momentos, pois estamos juntos nessa causa!



Deixamos o nosso agradecimento e os Parabéns a todos que contribuíram para que esse momento tão gostoso e importante pudesse acontecer!


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

TERAPIA-ALVO PARTE V


O que é Avastin?
 
Avastin, bevacizumabe, é um anticorpo monoclonal humanizado que se liga ao VEGF. Devido ao seu bloqueio do VEGF é considerado um antiangiogênico. A droga é aprovada, no Brasil, em combinação com quimioterapia no tratamento do câncer de coloretal, pulmão e mama metastáticos.


Dentre os efeitos colaterais mais comuns temos cefaléia, epistaxe e hipertensão. Raramente, o Avastin pode levar a proteinúria com síndrome nefrótica, a perfuração intestinal e a eventos tromboembólicos arteriais.

 
 
A realidade da terapia-alvo, entretanto, exige uma mudança não só na forma de tratar, mas também no diagnóstico. A medicina personalizada, hoje concentrada no tratamento de doenças oncológicas, vai exigir um maior entendimento da diversidade e dos subtipos das doenças, assim como das diferenças entre os pacientes. Também será essencial identificar os melhores alvos de cada medicamento.

Fazer tratamentos personalizados, entretanto, requer também diagnósticos mais aprofundados. A tecnologia mudou muito desde o sequenciamento do genoma. A medicina, que começou observacional, vai partir de uma compreensão muito mais ampla da doença e de quem está sendo tratado. De fato, a medicina personalizada é um caminho sem volta. De fato, a medicina personalizada é um caminho sem volta.

 
Identificar o melhor medicamento para cada paciente não só produz o efeito benéfico esperado como também evita efeitos adversos.
 
 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

MODA ONCOLÓGICA


    Nem é preciso tomar a quimio direito e o cabelo já quer se mandar! Rs.... Geralmente com 15 dias da primeira aplicação lá se foram nossos preciosos fios! Mas como já dissemos quimio é pra quem tem estilo... então vamos aprender a usar lenços e arrasar por aí!






Edicao: Matheus Chiabi



quarta-feira, 14 de novembro de 2012

TERAPIA-ALVO PARTE III





Tykerb


Nem só de agulhadas vive o paciente de CA de mama!!!É  de rir, mas as vezes um comprimidinho é até bem vindo... Nossas veias agradecem!


O Tykerb, lapatinibe, é um inibidor oral da tirosino kinase to receptor do Her-2 e Her-1, também chamado EGFR. Esta droga é aprovada no tratamento do câncer de mama metastático em combinação com Xeloda, após progressão com quimioterapia em combinação com Herceptin (trastuzumabe).



Dentre os efeitos colaterais mais comuns temos a diarréia, rash cutâneo, paroníquea e elevação das enzimas hepáticas. Muito raramente pode ser cardiotóxica.

Enquanto a Herceptina bloqueia o receptor do Her-2 na porção extracelular, o Tykerb bloqueia na parte interna.




Dados preclinicos e, mais recentemente, dados clínicos indicam que o bloqueio duplo do Her-2 com a combinação de Herceptina e Tykerb é altamente sinergistica tanto em combinação com quimioterapia como com ambos os agentes isoladamente.




Converse com seu médico sobre a indicação da melhor medicação para seu caso! Abuse da individualidade, afinal... temos terapia-alvo!












segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CANCEROFOBIA




A facilidade da internet esconde perigos! Principalmente para quem está recém diagnosticado com câncer, seja ele de que modelo for! rs...


Quem aí não correu para o Google e saiu digitando um monte de termos técnicos sobre cirurgia, quimioterapia, radioterapia, enfim, levante a mão!

E não raro recebemos e-mails nos falando de tudo o quanto pode causar câncer, ou ainda das coisas milagrosas que podem curá-lo! A lista de absurdos chega a pessoas que tomaram Fel de Urubu! Verdade! Você deve estar perguntando o que é?  Segundo o google é a bilis do pobre animal que tem que ser sacrificado para satisfazer essa maluquice!

Claro que existem inúmeras plantas que ainda não foram estudadas e que podem auxiliar sim no combate ao câncer, mas daí a sair tomando tudo que te disserem é um risco, até mesmo porque, durante a quimio, o fígado é muito exigido e geralmente os fitoterápicos também são processados nesse importante órgão, então se corre risco de uma cirrose hepática de brinde! Nessa lista está o Noni, por exemplo. Quem não tentou tomar o suco dessa frutinha salgada, se deu bem! É horrível! rs...

Aliado a todos esses mitos e crendices, surge um novo fenômeno, a cancerofobia, ou seja, o medo exagerado do câncer. Claro que todos nós viventes nesse planeta temos medo do câncer, até porque existe todo um arcabouço funesto em torno dessa doença, mas daí a negligenciar sua saúde é outra história!

Em meados de 1950, essas lendas passavam de boca em boca, e deram espaço para muitos charlatães e nós nos perguntamos se hoje estamos espertos o suficiente para não cairmos no conto do vigário! Claro que hoje temos mais acesso ao conhecimento, mas precisamos estar sempre muito atentos a qualidade e veracidade de tudo que chega até nós.

O problema do cancerofobia é justamente levar pessoas a adquirir hábitos que supostamente preveniriam o câncer ao invés de estarem buscando sempre realizar exames preventivos. E não pensemos que isso não existe, por que infelizmente muitos de nós adiamos aquela consulta ou exame, com medo do diagnóstico! E em se tratando de câncer, o tempo pode ser nosso maior aliado ou não!

Assim, antes de acreditar em contos da carochinha, converse com quem está habilitado a sanar as suas dúvidas! E a lista é imensa: médicos, nutricionistas, enfermeiras, etc. E aí sim, use os vários tipos de folhas, frutos e raízes ao seu favor!


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

E NOS ERGUEMOS COMO UM ARRANHA-CÉU





Existem momentos durante o tratamento que realmente sentimos como se nunca tivéssemos tido uma chance de fazer melhor, de sermos melhores. Sentimos como se não restasse nada de nós pra seguir o caminho...
 
Mas é ai que uma força surge e nos mostra que NÃO... Não é assim e não temos o direito de pensar isso!
 
Pois então, vá em frente e tente me derrubar!
Eu vou me levantar do chão como um arranha-céu você pode apostar!
 
E percebemos que pode se pegar tudo o que temos, podem quebrar tudo o que somos, como se fossemos feitas de vidro ou de papel, que mesmo com todas as nossas janelas estilhaçadas nós continuaremos de pé!
 
Então que a doença corra, pois é melhor ela ter muito medo de nós, porque não nos moveremos do nosso curso vamos ficar bem aqui, vendo ela desaparecer!
 
Vá corra, corra, corra!!!
Sim, é um longo caminho a percorrer!
Mas temos a certeza que no fim levantaremos do chão como um arranha-céu!
 
E PARA QUE NÃO DUVIDEM DE NÓS, DE NOSSA FORÇA E DE NOSSA FÉ, ESTAREMOS AI! DIA 24/11 AS 9HR, NO PARQUE VACA BRAVA, NA 3ª CAMINHADA DO DIA NACIONAL DE COMBATE AO CÂNCER! E CONTO COM A PARTICIPAÇÃO DE VOCÊS LÁ!
 




quarta-feira, 7 de novembro de 2012

TERAPIA-ALVO PARTE II


HERCEPTIN


Existe outra droga bem conhecida das pacientes de câncer de mama, o Herceptin. Temos falado muito dele, pois é a promessa de dias melhores para nós!!! rs....

O Herceptin é um anticorpo 95% humanizado, produzido por células geneticamente modificadas para esta função. O anticorpo tem atração pelo receptor Her2, uma proteína que é mais abundante e tem funções vitais para células tumorais de alguns tipos de tumores ("Her2 positivo").




Sua ligação a esta proteína provoca uma série de distúrbios no funcionamento das células tumorais, causando sua morte. O anticorpo tem mínima ação nas células de tecidos normais do paciente explicando em grande parte a baixa incidência de reações adversas.

Nos dias atuais, todos os cânceres de mama devem ser submetidos a uma série de testes moleculares, dos quais o mais comum e importante é a imunoistoquímica, uma espécie de 'carta de identidade' do tumor. Este teste nos permite distinguir 4 tipos de câncer de mama, de comportamento e tratamento bastante distintos: luminal A e B, triplo negativo e Her2 positivo.

O Herceptin só funciona para os Her2 positivos, que representam 15-25% dos casos. Às vezes, a imunoistoquímica pode ser inconclusiva (escore intermediário), sendo necessária a realização de um teste molecular mais complexo (hibridização in situ fluorescente [FISH] ou cromogênica [CISH]).

Deve-se também salientar que a qualidade do teste do Her2 (seja por imunoistoquímica, seja por FISH ou CISH) é de fundamental importância.

Quando administrado à pacientes Her2 positivo, o Herceptin provoca involução dos tumores. No CA de mama avançado, auxilia no controle da doença, prolonga e promove uma qualidade de vida as pacientes. No caso de tumores mais avançados, mas ainda localizados na mama e gânglios axilares - conhecidos pelo termo "localmente-avançados", sua administração pré-operatória conjuntamente com a quimioterapia potencializa a involução tumoral, facilita a realização de cirurgia posterior e reduz o risco da doença voltar. No contexto "preventivo", sua administração pós-operatória reduz o risco da doença voltar e aumenta substancialmente as chances de cura.

O tratamento com Herceptin costuma ser bem tolerado. Quando utilizado isoladamente, causa sintomas do tipo reação alérgica, quase sempre durante o primeiro tratamento, em geral facilmente contornável. Reações graves com queda da pressão arterial, falta de ar e dor no peito e/ou nas costas são mais raras, mas podem ocorrer. Podem ocorrer febre e tremores nas 24h seguintes ao primeiro tratamento, sem maiores conseqüências. Mas o efeito mais temido é a insuficiência cardíaca (enfraquecimento do músculo do coração). A maioria dos casos de insuficiência cardíaca é reversível com tratamento por medicamentos. Portanto, a vigilância cardíaca se faz necessária durante tratamento em geral com ecocardiogramas trimestrais.

Falamos por experiência própria, não é tão ruim assim, Para quem superou a quimio e a radio...Caaaaaaaara é passear no Shopping...kkkk

Se este medicamento foi indicado pra você só não se esqueça de se alimentar bem, se hidratar e repousar no dia da aplicação.

Relaxe e seja feliz!
Existem pessoas trabalhando duro por você!


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

LISTA DE DESEJOS


Parte I



Há mais de 3500 anos atrás, a tatuagem já existia como forma de expressão da personalidade ou de indivíduos de uma mesma comunidade tribal (união de pessoas com as mesmas características sociais e religiosas).
 

tatuagens de borboletasOs primitivos se tatuavam para marcar os fatos da vida biológica: nascimento, puberdade, reprodução e morte. Depois, para relatar os fatos da vida social: virar guerreiro, sacerdote ou rei; casar-se, celebrar a vida, identificar os prisioneiros, pedir proteção ao imponderável, garantir a vida do espírito durante e depois do corpo.

Terminado o tratamento alguns projetos voltam a tona, afinal o turbilhão passou e já conseguimos pensar em outros horizontes! E claro que você em nenhum momento se acha vulnerável por causa do passou não é? rs...

Cada um deve fazer sua listinha de desejos e seguir em frente... Mesmo que para se realizar alguns deles sejam necessário uma dorzinha. E costumamos dizer que depois de uma mastec, dor para nos assustar tem que ter “D” maiúsculo!
 
A rebeldia sempre foi um traço marcante de nossa personalidade e claro que a ousadia e força também... assim nada mais obvio que um dos principais itens a serem realizados seria uma tatuagem.

Todos os nossos médicos são contra, isso é fato. O preconceito mais uma vez impera. Mas cada um é cada um, e gosto não se discute! Então falando tecnicamente, fomos pedindo permissão aqui e ali, até que praticamente um ano depois do furacão, o rabisco ficou pronto.

E ele tem sabor especial, pois encerra uma fase, inicia um período de esperanças e realizações. E pra quem pode estar pensando... que jamais faria uma tatto, sinto informar que parte da reconstrução das mamas e feita com agulhas e tinta sim! rs...


Pra nós ela é símbolo de liberdade e personalidade. Como já dissemos várias vezes as cicatrizes são pra nos lembrar que sobrevivemos. E a tatto nada mais é que cicatrizes coloridas que nos lembram que vencemos!

E você? Já fez sua lista de desejos?

A vida é agora! E você pode desfrutá-la com amor e responsabilidade, pois sua intenção é que determina o caminho que irá seguir. Por isso, uma tatuagem não mudará seu caráter, ao contrário é uma maneira a mais de mostrar que você tem! Pois pessoas que fazem tatuagem nos lembram nossos ancestrais que se pintavam para ir à guerra ou os próprios soldados que se camuflam para o mesmo fim.


Então aqui estamos em direção a batalha da vida, com mais cores e formas! 




quarta-feira, 31 de outubro de 2012

EXPLICANDO A TERAPIA- ALVO PARTE I






Nós enquanto pacientes oncológicos devemos reter o máximo de informações para podermos discutir com o mínimo de base com nossos médicos. E para isso vamos iniciar essa série sobre terapia - alvo que é sem dúvida o retrato do futuro dos tratamentos de todos os tipos de câncer! Hoje começamos com o Pertuzumabe, a seguir:



Pertuzumabe

Um grupo específico de pacientes com câncer de mama terá uma opção a mais no tratamento da doença. O anticorpo monoclonal pertuzumabe teve seu status elevado ao nível de prioridade pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão responsável pelo controle de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, o que pode acelerar sua chegada ao mercado, prevista para o início do segundo semestre.

O tratamento com pertuzumabe em pacientes com câncer de mama metastático HER2 positivo elevou a sobrevida livre de progressão da doença. As pacientes que receberam pertuzumabe em combinação com trastuzumabe e quimioterapia apresentaram redução significativa no risco de progressão da doença ou morte.


Esse tipo de medicamento, que funciona como uma droga-alvo, é uma tendência no tratamento da doença, por ter ação restrita ao defeito genético de nível celular que levou à enfermidade. À medida que os mecanismos moleculares que levam as células a se comportarem de maneira desregulada vão sendo descobertos, há a chance de usar medicamentos confeccionados especificamente para o que se comporta de forma crítica. O resultado é positivo e os efeitos são reduzidos. O tratamento personalizado, com a conduta terapêutica sendo baseada no perfil genético molecular do tumor, é uma tendência.

De fato, a medicina personalizada é um caminho sem volta. Identificar o melhor medicamento para cada paciente não só produz o efeito benéfico esperado como também evita efeitos adversos.

Com os avanços observa-se cada dia mais que a medicina moderna precisa observar características de cada paciente para dar segurança e o benefício esperado, afinal trata-se o paciente, não a doença!

O tratamento alvo identifica um biomarcador, uma característica bioquímica ou genética que determina se aquele paciente vai receber esse ou aquele medicamento. A ideia é ajustar o paciente ao tratamento usando os biomarcadores.

Essa realidade, entretanto, exige uma mudança não só na forma de tratar, mas também no diagnóstico. Também será essencial identificar os melhores alvos de cada medicamento. Descobrindo, por exemplo, a proteína que está desregulada e assim provocando a doença, é possível desenvolver um remédio específico para que esse processo seja normalizado.

Fazer tratamentos personalizados, entretanto, requer também diagnósticos mais precisos.

O pertuzumabe é um anticorpo monoclonal humanizado, estudado nos estágios iniciais e avançados de câncer de mama HER2 positivo e de câncer gástrico HER2 positivo avançado.

O medicamento foi desenvolvido especificamente para evitar a ligação do receptor HER2 com outros receptores HER depois que esse processo em nível celular foi considerado importante no crescimento e na formação de vários tipos de câncer.

Ao impedir a ligação do receptor, acredita-se que o medicamento bloqueie a sinalização celular, o que pode inibir o crescimento de células cancerígenas ou causar a morte da célula cancerígena. A ligação do pertuzumabe ao HER2 também pode sinalizar ao sistema imunológico que ele destrói as células cancerígenas.

Um avanço enorme para os portadores deste mal. Esperamos sinceramente que a medicina continue galgando descobertas!!! E fique ligada, uma dessas pode ser muito útil a você!






segunda-feira, 29 de outubro de 2012

RADIOTERAPIA: MITOS E VERDADES





 Dr. Allisson  Borges
CREMEGO 13229
Radioncologia – CGO – Centro Goiano de Oncologia
Coordenador da Residência Médica em Radioterapia – Hospital Araújo Jorge





A Radioterapia é o tratamento utilizando radiações ionizantes. O Tratamento foi descoberto, acidentalmente por Wilhelm Roetgten, no fim do século XIX, quando expôs à radiação (previamente desconhecida) a mão de sua esposa. De lá pra cá, a radiação começou a ser usada no meio médico, ou na forma diagnóstico ou na forma de tratamento. Com o passar dos anos, os médicos foram percebendo que a radiação exercia um importante papel no controle ou cura de lesões de crescimento rápido (neoplasias malignas), e aprimorando as técnicas de radioterapia. Com isso, máquinas que então utilizavam elementos radioativos, foram sendo substituídas pelos Aceleradores Lineares, ou seja aparelhos que não utilizam fontes radioativas, mas sim energia vindo de corrente elétrica. Técnicas arcaicas, foram sendo aprimoradas, com o objetivo de ganhar acurácia e diminuir a dose de radiação em tecidos normais, transformando a radioterapia em um tratamento eficaz em quase todos os tipos de tumores, tanto de maneira exclusiva, complementar a cirurgia (pré ou pós operatória) ou paliativa (quando o objetivo do tratamento visa o ganho de qualidade de vida, como melhora de dor, sangramento, entre outras).
Com isso, hoje, cerca de 70% dos pacientes oncológicos irão necessitar de radioterapia em algum momento de seu tratamento, surgindo assim as mais variadas dúvidas tanto dos pacientes quanto dos médicos que estão distantes das áreas oncológicas. Tentarei aqui nesse blog nortear os pacientes que irão submeter a esse tratamento a fim de tentar ajudar de alguma forma a encara-la de uma forma mais amena:

Quais são os efeitos colaterais do tratamento?
Ao contrário da quimioterapia, a Radioterapia na sua grande parcela, não causa efeitos sistêmicos, apenas efeitos locais, ou seja, no campo da irradiação.  Portanto uma paciente que está sendo irradiada por uma lesão no colo do útero, não terá alopécia (queda de cabelo), náuseas e vômitos, decorrentes da radioterapia. Porém ela poderá ter sintomas pélvicos, como diarréia, flatulência, sintomas urinários e fadiga. Outro exemplo, pacientes que tratam a mama com radioterapia apresentarão basicamente sintomas locais, sendo o mais comum a radiodermite (lesão na pele provocada pela Radioterapia) podendo variar de grau I (quando a pele fica apenas vermelha) até a grau IV (quando há ulceração e sangramento, menos freqüente hoje em dia com ás técnicas mais modernas de tratamento).

Como funciona a Radioterapia?
A radioterapia funciona utilizando a radiação, produzida pelo Acelerador Linear ou pela fonte radioativa (como na Braquiterapia), a fim de destruir as células tumorais. Isso ocorre pois a radiação tem a propriedade de quebrar a molécula de DNA do tumor induzindo-o assim a morte celular (que pode ser a destruição da célula ou perda da capacidade de duplicação), de uma forma direta ou, principalmente, indireta, através das moléculas de água e oxigênio presentes nas células, por isso o estado nutricional do paciente é extremante importante durante todo o tratamento. As células tumorais, geralmente, são mais sensíveis a radiação do que as células normais, isso porque elas apresentam uma divisão celular rápida e desordenada fazendo com que o seu núcleo fiquem mais expostos aos efeitos da radiação, por isso que o dando tumoral tende a ser maior do que o dano nas células saudáveis.


Como é definido o tempo de tratamento?
Geralmente a radioterapia é feita todos os dias, de segunda as sextas-feiras, com aplicações diárias (chamado de fracionamento convencional). Alguns tipos de tumores podem ser beneficiar de esquemas alternados, ou duas vezes ao dia, ou esquemas em menos frações, dependo de vários fatores, como tipo histológico, localização dos tumores, estado físico do paciente. Cada aplicação de radioterapia dura, em média 15 a 20 minutos.

O que é Radiocirurgia?
Radiocirurgia é o tratamento de radioterapia utilizado em fração única ou até 5 frações, em volumes pequenos, guiados por um mecanismo de estereotáxia (arco estereotáctico ou radioterapia guiada por imagem). A grande aplicação desta modalidade de tratamento se dá em tumores localizados no sistema nervoso central, como metástase, ou em lesões benignas como Neurinomas, Malformações artério-venosas e Meningeomas. Nesse tratamento, não há cortes e nem anestesia geral, basicamente o paciente realiza o procedimento e vai para casa no mesmo dia. Em alguns tumores, como os tumores inicias (T1-T2N0M0) de pulmão também podem ser submetidos a Radiocirurgia (Radioterapia estereotáctica corpórea) quando não são candidatos a cirurgia, com resultados bem animadores.

O que é braquiterapia?
A braquiterapia é o tratamento de radioterapia utilizando-se fontes radioativas que são colocadas em contato com o tumor. Normalmente é um tratamento invasivo, onde se dá uma dose alta de radiação na área do tumor, com uma baixa dose nos tecidos normais circundantes. Os tumores ginecológicos (endométrio e colo de útero) são aqueles em a braquiterapia é mais utilizada. Os tumores de próstata e algumas neoplasias oculares podem se beneficiar com essa modalidade.

Quais são os cuidados que o paciente em radioterapia deve ter?
Os cuidados basicamente, são os mesmos em que qualquer paciente em tratamento oncológico deve ter: Repouso, evitar exposição solar na área irradiada, alimentação leve, evitando alimentos gordurosos, gaseificados e ricos em temperos fortes, como pimenta. O mais importante é sempre seguir as orientações do radioncologista responsável pelo caso, e sempre avisá-lo quando houver algum sintoma ou dúvida.