quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

LIGANDO O GPS...


 
PARTE I
             

Ao se perceber qualquer alteração no organismo, o ideal sempre é procurar por um médico para investigar. E sempre depois da visita, inicia-se uma verdadeira peregrinação por hospitais, clínicas e laboratórios. E para quem até então não tinha muita intimidade com esse lado da vida, se sente meio confuso, meio fora de órbita.

É preciso dizer que nem todo nódulo é câncer e nem todo câncer é um nódulo. Temos diversas situações como nódulos de gordura – chamados de lipoma - que podem surgir nos seios e em todo o corpo, por exemplo.


O protocolo é que se faça mamografia a cada três anos (acima de 35 anos), a cada dois anos (entre 35 a 39 anos), a cada ano (de 40 a 49 anos) e acima de 50 anos deve-se fazer a cada seis meses.

Todavia, nem sempre a mamografia consegue identificar todas as alterações na mama, principalmente em mulheres com menos de 35 anos e por isso outros exames complementares são realizados.


  
Então, ligando o GPS:

O primeiro exame complementar que pode ser solicitado é a ULTRA SONOGRAFIA, que é obtenção de imagens da mama por meio de ondas ultra-sônicas de alta freqüência. Serve para esclarecer a característica de um nódulo: se de aspecto sólido ou cístico (com líquido no interior).

 
Quando a mamografia e ultra sonografia já cumpriram seu papel e ainda resta alguma dúvida parte-se para a RESSONÂNCIA MAGNÉTICA, e é aqui que começamos a poder brilhar no escuro, pois ela é realizada com contraste, não o mesmo da tomografia a base de iodo,  mas o chamado paramagnético (Gadolínio). A precisão da RM, está em definir se o nódulo apresenta malignidade.

 
Identificados os primeiros contornos por meio das imagens, realiza-se então a BIÓPSIA para se ter a necessária certeza absoluta e conhecer a cara do ‘inimigo’(risos...).  Geralmente existe uma aura de medo nesse exame, pois sabemos que aqui envolve agulhas e furos, e estarmos próximos do fechamento do diagnóstico e a possibilidade da notícia que nenhuma de nós gostaria de ouvir.  Mas posso atestar, que quando bem realizada, por mãos de profissionais bem formados, como amorosos e humanos, não há tanta dor e somente um incomodo pela picada da agulha. Colhido o material, este é mandado ao laboratório de análises patológicas e aí vem a segunda fase.

Até aqui estamos no caminho de conhecer e entender com ‘quem’ estamos lidando... E logo se dará o diagnóstico e suas conseqüências que merece uma atenção especial de nossa parte!



 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

AS VEZES FALTA O CHÃO...

 



"A partir de agora desacorrentados todos nós estamos olhando uma imagem diferente através desta nova moldura da mente, milhares de flores poderiam florescer, se mudar, e nos dar algum espaço
...

semeie um pouco de ternura não há nenhum problema se você chorar.
...
isto e tudo que eu quero ser.Uma mulher, por isso, é o começo de tudo a hora de superar é agora !!!!"
                                     (Tradução de trechos da música Glory Box - Portishead)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

SIM...JÁ TIVE CABELO...



A curiosidade sempre foi de saber se eu já tive cabelo, para aqueles que me conheceram já na fase short hair.... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Eu estava assim, na versão mega hair e ruiva, quando soube da necessidade da minha primeira transformação da Xuxa que viria a seguir.... 
Sempre me tiveram por irresponsável, mas em realidade minha chatisse tem me salvado de maus pedaços. E assim foi quando daquele acidente de carro que de tão atoa nem merecia destaque, fui a minha primeira visita ao mastologista para que ele atestasse que o hematoma ganho de presente não era nada, porém nos demos tão bem que as visitas se tornaram frequentes pelos próximos anos.... E então, lá estava eu, linda e ruiva, para iniciar a minha primeira experiencia de descoberta de mim mesma! rs....



 E a vida seguia seu curso balada, namoro e trabalho, tudo indo bem quando a vida achou muito massante minha rotina e resolveu me trazer um pouco de emoção!...
Observando algumas mudanças na mama e seguindo orientações do meu ginecologista resolvi visitar uma mastologista. Tudo muito bem,sai de la com outro foco, pois não havia nenhum monstro de sete chifres, apenas um bebê...rs
E a vida continuou seu curso...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

PRAZER...SOBREVIVENTES!

"A vida é difícil, eu o sei; ela se compõe de mil nadas que são picadas de alfinetes que acabam por ferir; mas é preciso considerar os deveres que nos são impostos, as consolações e as compensações que temos por outro lado, e, então, veremos que as bênção são mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado quando se olha do alto, do que quando se curva a fronte ao chão."

A vida cruza caminhos e oferece oportunidades de se mudar os pensamentos e as atitudes, e em uma dessas curvas da estrada que duas mulheres se encontraram para dividir experiências de uma mesma causa.

Ambas conhecemos o que podemos chamar de um 'turbilhão', que desconstrói todas as estruturas e promove uma mudança de conceito na qual aprendemos a olhar para dentro dos seres mais importantes de nossas vidas: 'nós mesmas!' Porque o contexto geralmente é o mesmo, o que determina o resultado é a maneira com que você o encara.


Ludmilla, 34 anos, me vi entrando na idade madura, já com causas maduras a encarar, aos 30 anos recebi meu primeiro diagnóstico do câncer de mama. A odisséia havia começado alguns anos antes quando de um acidente banal de carro, o cinto de segurança resolveu me apontar o foco de quais seriam meus problemas futuros. Dois anos e meio praticamente do primeiro 'turbilhão', quando começava a ensaiar meus primeiros passos novamente, veio a segunda tempestade, lá estava ele: o câncer de mama atrevido!

Larissa, 29 anos, aos 25 ao observar algumas alterações na mama e resolvi procurar uma mastologista, a qual me passou um diagnóstico de mastite acompanhado por uma gravidez... Então, me preocupei com a gravidez! rs... Mas algum tempo depois, aos 28 anos, resolvida a preocupação do bebê, voltei ao medico para confirmar o diagnóstico de câncer de mama e então dar inicio a peregrinação.

Esse projeto surge para trocar experiências e mostrar para quem está entrando no 'turbilhão' que a tempestade passa, não sem dor, mas que o sol nasce de novo e que se colocarmos um pouco de cor e bom humor dentro dessa receita, é possível remontar o quebra-cabeças de nossas vidas!