quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

PRAZER...SOBREVIVENTES!

"A vida é difícil, eu o sei; ela se compõe de mil nadas que são picadas de alfinetes que acabam por ferir; mas é preciso considerar os deveres que nos são impostos, as consolações e as compensações que temos por outro lado, e, então, veremos que as bênção são mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado quando se olha do alto, do que quando se curva a fronte ao chão."

A vida cruza caminhos e oferece oportunidades de se mudar os pensamentos e as atitudes, e em uma dessas curvas da estrada que duas mulheres se encontraram para dividir experiências de uma mesma causa.

Ambas conhecemos o que podemos chamar de um 'turbilhão', que desconstrói todas as estruturas e promove uma mudança de conceito na qual aprendemos a olhar para dentro dos seres mais importantes de nossas vidas: 'nós mesmas!' Porque o contexto geralmente é o mesmo, o que determina o resultado é a maneira com que você o encara.


Ludmilla, 34 anos, me vi entrando na idade madura, já com causas maduras a encarar, aos 30 anos recebi meu primeiro diagnóstico do câncer de mama. A odisséia havia começado alguns anos antes quando de um acidente banal de carro, o cinto de segurança resolveu me apontar o foco de quais seriam meus problemas futuros. Dois anos e meio praticamente do primeiro 'turbilhão', quando começava a ensaiar meus primeiros passos novamente, veio a segunda tempestade, lá estava ele: o câncer de mama atrevido!

Larissa, 29 anos, aos 25 ao observar algumas alterações na mama e resolvi procurar uma mastologista, a qual me passou um diagnóstico de mastite acompanhado por uma gravidez... Então, me preocupei com a gravidez! rs... Mas algum tempo depois, aos 28 anos, resolvida a preocupação do bebê, voltei ao medico para confirmar o diagnóstico de câncer de mama e então dar inicio a peregrinação.

Esse projeto surge para trocar experiências e mostrar para quem está entrando no 'turbilhão' que a tempestade passa, não sem dor, mas que o sol nasce de novo e que se colocarmos um pouco de cor e bom humor dentro dessa receita, é possível remontar o quebra-cabeças de nossas vidas!

18 comentários:

  1. As vezes precisamos experimentar um soltar físico. Experiências e emoções podem ficar trancadas no corpo. Gritar dentro de um automóvel com todas as janelas fechadas pode ser muito aliviador se estiverem sufocando nossa expressão verbal. Socar o colchão ou chutar almofadas é um modo inofensivo de soltarmos a raiva represada. Podemos também usar esportes com esse objetivo, como jogar tênis ou correr.
    VAI MEU BEIJO PRA VOCES DUAS: LARISSA E LUDIMILA

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  2. Realmente quando não conseguimos elaborar bem os nossos sentimentos, o corpo assume a função de exteriorizar nossas dores. Nem sempre aprendemos a expressar essas emoções, principalmente quando nos é exigido um comportamento exemplar, tendo como ponto de partida uma sociedade que nos recebe do seio de nossas mães.... E por isso vivenciamos processos diferentes em cada caso para que estes sejam os gritos abafados de nosso inconciente...
    Obrigada Elcely, temos certeza que sua contribuição tornará nossa experiencia mais rica! Beijos!

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  3. Penso que PARABÉNS por essa iniciativa, Seja uma palavra simples
    e ao mesmo tempo, complexa!

    Que vocês Ludmilla (Lud) e Larissa, possa receber todo o BEM.
    Que Deus as proteja sempre e que todos os anjos as
    envolvam em raios de luz.
    Bjokas

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    1. Obrigada Querida! Precisamos de alguma maneira passar um pouquinho dessa vivencia pra frente neh?
      Bom te-la por aqui conosco! Beijokas!
      Lud

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  4. me lembro com muita clareza o dia que a Ludmilla me contou sobre seu diagnóstico de câncer de mama, em determinado ponto da conversa ela disse: "essa é a hora que todo mundo chora, vcs não vão chorar??"

    Denise e eu respondemos:"não! acho que vc não precisa disso, estamos aqui com vc pro que der e vier.."

    e pode ter certeza que vai continuar sendo sempre assim, Lud. confiamos plenamente na sua força, e estaremos do seu lado em quaisquer circunstâncias que vida nos apronte.

    tem uma música que diz assim:
    "Quando a solidão
    se enredar em ti
    E o coração dançar
    Conta comigo
    Eu quero estar, viu, ao teu lado
    E haja o que houver
    Junto a ti
    Feito corpo e alma
    Meu irmão, meu par
    Junto a ti
    Feito corpo corpo e alma
    Meu irmão, meu par
    Solo:

    Sei que a vida vai aprontar
    E o que vier, virá
    A dois é fácil segurar
    Se Deus deixar, viu, meu amigo
    Vou sempre estar aqui
    Junto a ti
    Feito corpo e alma
    Meu irmão, meu par..."

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    1. Obrigada amigo por sempre nos incentivar e estar presente na minha vida! ;)

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Muito legal essa ideia de fazer um blog para abrir espaço para as pessoas desabafar e compartilhar suas experiencia... Parabeens pra vcs!! Olha eu queria aproveitar e pedir mil perdoes pra Larissa por não te-la acompanhado nessa fase da sua vida, infelismente tudo q eu disser não ira justificar isso, mais eu so quero q ela saiba q em todo momento ela estava em minhas oraçoes... Sei q sou uma prima meio torta, meio distante mais sempre gostei muiiiitississimo d vc viiiu, e mais uma vez peço seu perdão... Fica com Deus e tudo d muiiito bom sempre!! Parabens pela sua força e coragem prima.. beijos

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    1. Que isso minha linda, agradecemos o apoio agora,te amo muito e espero poder contar com você daqui para frente...Seja bem vinda ao no Projeto...bjus

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  7. O DESABAFO, reduz os efeitos da inibição. O ato de desabafar reduz imediatamente o esforço que nosso corpo faz para inibir uma informação. Durante o desabafo, o estresse biológico da inibição diminui imediatamente. Com o tempo, se os indivíduos continuarem a desabafar e, com isso, conseguem resolver seus problemas haverá uma redução do nível de estresse no corpo ___ Fonte: Abra seu coração.

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    1. O que não se joga fora acaba materializando , então realmente fica a dica, seja autentico não guarde rancor e seja feliz...

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  8. Oi Lud! Muitas vezes fico sem entender porque coisas chatas acontecem com gente legal. No fundo, acho que eh porque fazem parte da vida. E as chatices nos mostram que a gente tem controle sobre muito pouco... Cara, essa coisa de genetica eh foda. Por mais que hajam outros fatores envolvidos, ela esta sempre la, pro que eh bom - seus belos olhos, por exemplo - e pro que eh chato - um cancer de mama aos 30 anos. Nao sabia exatamente o que tinha acontecido com vc e ficava sem graca de perguntar, afinal, faz anos que a gente nao se ve. Mas agora que vc tornou publico o seu processo de cicatrizacao eu queria te desejar boa sorte nesta caminhada. Parabens por lutar com bravura. Obrigada por dividir sua luta com a gente, tenho certeza que ajudara a cicratizar muita gente. Um beijo enorme para vc e Larissa - que nao conheco mas ja admiro! Emilia Barreto

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    1. Milinha que bom ve-la por aqui... Obrigada pelo carinho e pelos votos... que a gente possa estar aqui abrindo novos horizontes para quem está passando por esse problema e para quem não está, mas que seja sempre um alerta... O importante é quebrar os tabus e mudar os paradigmas! Uma beijoka!

      Lud

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    2. Sim, sim, acho que o exemplo de vcs vai ajudar a cicatrizar qualquer um com feridas abertas. E alem disso vai certamente deixar muita gente mais alerta, quebrando tabus e mudando paradigmas, bem ao estilo Lud de ser! Bjo grande! Emilia

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  9. Lindas...Abraços. Maria Thereza Schittini

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  10. Oi Larissa!!!!!!!!!! Saiba que tenho orgulho demais de um dia ter tido o privilégio de fazer parte da sua estória...!!!! Bjs e se cuidaaa!!

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    1. Oi minha linda...sabemos de diferentes maneiras como essa doença destroi o nucleo familia...Sainto muitas saudades! bjus

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