quinta-feira, 22 de março de 2012

ENQUANTO ISSO NA SALA DE CIRURGIA...

 




Toda vez que a gente houve a palavra radical, um calafrio percorre a coluna e te leva uma sensação de algo prazeroso ou desastroso! E essa palavra faz parte de nossas ansiedades durante muitos dias, até que entendemos que a necessidade é maior que a radicalidade.

Diagnosticado o câncer de mama, um passo óbvio é a retirada do tumor. Seja essa etapa antes ou após a quimio, dependendo da necessidade de cada um, mas com a certeza de que ela chegará.

A cirurgia é proposta de acordo com as características do tumor e pode se tornar a fonte de maior estresse e angústia, pois uma cirurgia sempre envolve uma série de riscos, de possibilidades e a certeza de que um processo invasivo será realizado na sua vida.

Os diferentes tipos de cirurgia usados no tratamento de câncer de mama são a tumorectomia, quadrantectomia e a mastectomia em todas as suas formas.

Entendendo:

  • Tumorectomia - é a cirurgia que remove apenas o tumor, sendo realizada em tumores mínimos e ás vezes, os gânglios linfáticos das axilas são retirados como medida preventiva.

  • Quadrantectomia – é uma intervenção que preza pela conservação da mama. Retira-se o tumor, uma parte do tecido normal que o envolve e o tecido que recobre o peito abaixo do tumor. Deve-se associar a correção plástica das mamas, para evitar assimetrias e cicatrizes desnecessárias.

  • Mastectomia simples ou total – apenas a mama é retirada, porém, às vezes os gânglios linfáticos mais próximos também são removidos, mas se preserva a pele que acabará por auxiliar a reconstrução plástica. É aplicada em casos de tumor difuso.

  • Mastectomia radical modificada – retira-se a mama, os gânglios linfáticos das axilas e o tecido que reveste os músculos peitorais.

  • Mastectomia radical – é a cirurgia mais rara de ser utilizada, geralmente aplicada em tumores maiores, em estágio mais avançado. Consiste na retirada da mama, dos músculos do peito, todos os gânglios linfáticos da axila, gordura e pele.

A retirada das mamas é a parte mais difícil de aceitação do processo, pois representa a perda do órgão muito ligado a auto-estima. Como se trata de um órgão externo  relacionado com a feminilidade certamente traz perdas emocionais muitas vezes de difícil cicatrização.

A boa notícia é que nos dias de hoje, a indústria da estética promove avanços diários e a cirurgia plástica está ao alcance de todas as mulheres que precisam se submeter a cirurgias como a quadrantectomia e principalmente a mastec, dando a opção da reconstrução.

Puxando a sardinha para o nosso lado, a reconstrução além de sustentar nossa saúde emocional, propiciou a uma desconstrução de crenças ligadas à feminilidade, a construção de uma auto estima pautada na nossa essência, sem relegar é claro as curvas que o silicone preencheu com o todo o seu encanto!

Mas a reconstrução não cabe em todos os bolsos, algumas mulheres não podem reconstruir as mamas, devido a vários fatores ligados a saúde e muitas vezes ligados a condição financeira.

Mas existem também guerreiras CORAJOSAS que optam por quebrar os paradigmas e ao invés de reconstruir optam por reencontrar a sensualidade no novo contexto de sua existência!  Assim, te convidamos a conhecer uma dessas mulheres:


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