sábado, 21 de julho de 2012

NA HORA DO SEXO!


70% das mulheres que tiveram Câncer de Mama enfrentam problemas na hora do sexo

Caaaaaaaaaara 70%... Você tem a dimensão disso? É muita gente! E é por isso que a oncologia é uma das áreas que mais tem avaliado a qualidade de vida de suas pacientes, pois os tratamentos, por vezes agressivos, apesar de acrescentarem “anos à vida”, não acrescentam “vida aos anos”!...

Há muita desinformação entre as pacientes sobre as consequências do tratamento do câncer de mama, tanto na área da sexualidade como nos cuidados de um modo geral. A sexualidade não está no currículo das escolas de saúde. Logo, o assunto dificilmente é abordado pelos profissionais. Eles sabem tudo sobre as técnicas do tratamento, mas e depois que a paciente vai para casa?

Em um primeiro momento, um diagnóstico como o do câncer de mama certamente causa um efeito devastador na vida de uma mulher. O medo de morrer é a questão principal, e a busca pelo tratamento adequado e pela cura é uma constante. Depois vem o estigma segundo o qual ela, se sobreviver, se tornará menos feminina e atraente para seu parceiro ou não será capaz de ter a mesma vida sexual que tinha antes da doença.

A mastectomia remove, parcial ou totalmente, uma das mais importantes zonas erógenas do corpo da mulher. As mamas são a parte do corpo que nos define como mulher. Isso faz parte da cultura; assim fomos criadas. O primeiro sutiã, um rito típico da adolescência, é um bom exemplo.

A insegurança sobre como o parceiro vai reagir afeta o psicológico da mulher, e acaba diminuindo a qualidade do sexo. Além disso, remédios específicos para câncer de mama podem ter como efeito colateral, sintomas relacionados à menopausa, como ondas de calor, suor noturno, o que causa problemas para a vida sexual.  

Aos poucos e, sobretudo, após a fase aguda do tratamento, há uma tendência a se retornar à qualidade de vida de antes do diagnóstico, ou mesmo a ocorrerem mudanças positivas na qualidade de vida, com oportunidade de crescimento pessoal. O enfrentamento da doença leva, na maioria dos casos, a um maior sentido na vida e à reestruturação de prioridades.

De acordo com o estudo, a maioria das mulheres pode voltar a ter uma vida sexual satisfatória. O primeiro passo é procurar ajuda psicológica, que ajudará no processo de adaptação às novas características do corpo. Outras medidas como alimentação adequada, atividades físicas, cuidados médicos e principalmente ter planos para o futuro, mantêm a autoestima e melhoram a vida sexual.  


Bem, até então dissertamos tecnicamente sobre o assunto, nos baseamos em pesquisas científicas e dados médicos. Mas e ai? Vamos falar agora como sobreviventes...

É lóooooooogico que 70% das mulheres mastectomizadas tem problemas com o sexo, talvez por que 100% delas tenham sido mutiladas e não reconheçam mais o próprio corpo!

Eu me lembro perfeitamente do meu pós operatório, é pior que a primeira vez! Luz apagada, metade da roupa e a tarefa de compensar a falta do seio...

Caramba, não é qualquer coisa...É meu peito!... Que ostentei tanto tempo como destaque e por mais que tente (como não fiz reconstrução imediata, coloquei expansor para encher durante meses e mesmo com a reconstrução imediata o problema não é diferente!), eles não são mais simétricos.  Se isso me incomoda?Sim!

Mas uma coisa aprendi com toda essa história, a perceber que os homens, ao contrario do que mistificamos, atentam ao conteúdo não só a forma! E se mostram na maioria das vezes, compreensivos, solícitos e amorosos.

Quantas vezes escutamos casos de mulheres abandonadas pelos seus parceiros durante o tratamento?Então...Provavelmente porque as coisas já não iam bem ou porque ele realmente não foi homem o suficiente "para aguentar o tranco". Raciocinem comigo: A Cleopatra mesmo careca dominou o Egito, teve vários homens aos seus pés e é até hoje simbolo de sexualidade...

Com certeza ela sabia como compensar seus problemas...rs




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