quarta-feira, 31 de outubro de 2012

EXPLICANDO A TERAPIA- ALVO PARTE I






Nós enquanto pacientes oncológicos devemos reter o máximo de informações para podermos discutir com o mínimo de base com nossos médicos. E para isso vamos iniciar essa série sobre terapia - alvo que é sem dúvida o retrato do futuro dos tratamentos de todos os tipos de câncer! Hoje começamos com o Pertuzumabe, a seguir:



Pertuzumabe

Um grupo específico de pacientes com câncer de mama terá uma opção a mais no tratamento da doença. O anticorpo monoclonal pertuzumabe teve seu status elevado ao nível de prioridade pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão responsável pelo controle de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, o que pode acelerar sua chegada ao mercado, prevista para o início do segundo semestre.

O tratamento com pertuzumabe em pacientes com câncer de mama metastático HER2 positivo elevou a sobrevida livre de progressão da doença. As pacientes que receberam pertuzumabe em combinação com trastuzumabe e quimioterapia apresentaram redução significativa no risco de progressão da doença ou morte.


Esse tipo de medicamento, que funciona como uma droga-alvo, é uma tendência no tratamento da doença, por ter ação restrita ao defeito genético de nível celular que levou à enfermidade. À medida que os mecanismos moleculares que levam as células a se comportarem de maneira desregulada vão sendo descobertos, há a chance de usar medicamentos confeccionados especificamente para o que se comporta de forma crítica. O resultado é positivo e os efeitos são reduzidos. O tratamento personalizado, com a conduta terapêutica sendo baseada no perfil genético molecular do tumor, é uma tendência.

De fato, a medicina personalizada é um caminho sem volta. Identificar o melhor medicamento para cada paciente não só produz o efeito benéfico esperado como também evita efeitos adversos.

Com os avanços observa-se cada dia mais que a medicina moderna precisa observar características de cada paciente para dar segurança e o benefício esperado, afinal trata-se o paciente, não a doença!

O tratamento alvo identifica um biomarcador, uma característica bioquímica ou genética que determina se aquele paciente vai receber esse ou aquele medicamento. A ideia é ajustar o paciente ao tratamento usando os biomarcadores.

Essa realidade, entretanto, exige uma mudança não só na forma de tratar, mas também no diagnóstico. Também será essencial identificar os melhores alvos de cada medicamento. Descobrindo, por exemplo, a proteína que está desregulada e assim provocando a doença, é possível desenvolver um remédio específico para que esse processo seja normalizado.

Fazer tratamentos personalizados, entretanto, requer também diagnósticos mais precisos.

O pertuzumabe é um anticorpo monoclonal humanizado, estudado nos estágios iniciais e avançados de câncer de mama HER2 positivo e de câncer gástrico HER2 positivo avançado.

O medicamento foi desenvolvido especificamente para evitar a ligação do receptor HER2 com outros receptores HER depois que esse processo em nível celular foi considerado importante no crescimento e na formação de vários tipos de câncer.

Ao impedir a ligação do receptor, acredita-se que o medicamento bloqueie a sinalização celular, o que pode inibir o crescimento de células cancerígenas ou causar a morte da célula cancerígena. A ligação do pertuzumabe ao HER2 também pode sinalizar ao sistema imunológico que ele destrói as células cancerígenas.

Um avanço enorme para os portadores deste mal. Esperamos sinceramente que a medicina continue galgando descobertas!!! E fique ligada, uma dessas pode ser muito útil a você!






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