segunda-feira, 22 de outubro de 2012

HORMONIOTERAPIA




Você já parou para pensar o que é o tratamento com hormônios no câncer de mama?! Pois então, nós paramos e fomos tentar entender um pouquinho, porque afinal não queremos saber tuuuudo mesmo! Só o suficiente para podermos opiniar sobre o que nos é dado!


As glândulas mamárias como sabemos são muito sensíveis à ação dos hormônios sexuais. Estrógeno e progesterona exercem sua ação no tecido mamário ao ligar-se com moléculas situadas no núcleo das células, conhecidas como receptoras. A ligação das moléculas de estrógeno e progesterona a esses receptores é que vai controlar a multiplicação celular nas glândulas mamárias, para atender às exigências da vida sexual e reprodutiva.






Pode ocorrer que na transformação maligna haja uma desorganização celular que provoque a diminuição do número ou até mesmo o desaparecimento dos receptores de estrógeno e progesterona. E é por isso que é feito o exame chamado Imunoistoquímica a fim de determinar a presença ou não desses hormônios no tumor. 




A hormonioterapia é então, uma manipulação do sistema endócrino para tratar algumas neoplasias malignas hormoniossensíveis e seu objetivo é impedir que os estrógenos se liguem a seus receptores para atuar como fator de crescimento das células mamárias malignas.


O tratamento com Hormônios pode envolver:


  • Supressão da atividade ovariana: antes da menopausa, a retirada cirúrgica dos ovários (ooforectomia cirúrgica), ou o bloqueio da função ovariana com drogas (ooforectomia química) provoca queda brusca na produção de estrógeno, privando as células tumorais do estímulo para multiplicar-se.
  • Moduladores seletivos do receptor de estrógeno: são drogas que se ligam aos receptores de estrógeno situados no núcleo das células tumorais, impedindo que o estrógeno o faça. Podem ser empregados na pré e na pós-menopausa. São exemplos dessa classe: tamoxifeno, toremifeno, raloxifeno e fulvestranto.
  • Inibidores da aromatase: são indicados apenas depois de instalada a menopausa. Ao inibir a ação da enzima aromatase, esses medicamentos impedem a transformação dos hormônios sexuais liberados pela suprarrenal em estrógeno, privando as células malignas desse fator de crescimento. Os mais usados são os chamados inibidores da aromatase de terceira geração: letrozol, anastrazol e exemestano.

A hormonioterapia raramente tem como objetivo a cura quando usada isoladamente, no entanto no tratamento do câncer de mama é utilizada junto com a quimioterapia (concomitante ou não) e tende a aumentar as chances de cura, mantendo uma boa margem de segurança.Geralmente o medicamento é administrado por cinco anos. Mas vamos combinar que cinco anos passam rápido e vão garantir o seu bem estar!

Consulte seu médico sobre o medicamento mais adequado para seu caso e fique atenta!


 

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