quarta-feira, 24 de outubro de 2012

QUE SENTIDO TERIA SOBREVIVER A DOENÇA E NÃO PODER SER MÃE?







A ocorrência de câncer em nossa sociedade aumenta cada vez mais. Ainda que seja uma doença muito grave, a taxa de sobrevivência tem crescido notavelmente nos últimos trinta anos como resultados dos tratamentos. O câncer de mama atinge no Brasil aproximadamente 1 de cada 10 mulheres, e dessas, 1 em cada 10 é diagnosticada em idade fértil.

As mulheres sofrem com as consequências dos tratamentos do câncer. A radioterapia e a quimioterapia causam uma redução da função ovariana ou, até mesmo, sua anulação. De fato, estima-se que 42% das meninas ou mulheres jovens que recebem quimioterapia e/ou radioterapia tem algum desses problemas.

A gravidez após câncer de mama é desaconselhada pelos médicos, por pelo menos 2 anos após o tratamento ter acabado. Isso porque existe a possibilidade do câncer voltar, embora existam muitos casos bem sucedidos de crianças que são concebidas antes desse tempo, definido como seguro, e passam bem.




Esse risco existe ainda porque pode haver células receptoras, que tendem a crescer quando são estimuladas por hormônios (que são produzidos em grande quantidade durante a gravidez).Células estas tratadas com a hormonioterapia.





Há alguns anos vem sendo propostas diferentes estratégias para proteger e conservar a função ovariana em pacientes com câncer e outras doenças. Os tratamentos oncológico, muitas vezes podem tornar o mulher estéril, a reserva ovariana pode ser destruída. No entanto, em alguns casos, a fertilidade se mantém naturalmente, mesmo depois de ser exposta a sessões de quimioterapia e radioterapia.

Conservar a fertilidade das pacientes em que é diagnosticado um câncer deveria ser uma questão considerada no mesmo momento do diagnóstico.

Visto que a gravidez é um momento mágico na vida de todas as mulheres. Mas conseguir alcançar esse marco depois de uma vitoriosa batalha contra um câncer dá um sabor diferenciado à conquista.



Mas calma! Nem tudo está perdido!





Existem opções para manter a fertilidade antes do tratamento:


Criopreservação de oócitos ou vitrificação: Consiste em congelar os oócitos depois de ter realizado um estímulo ovariano.


Criopreservação de tecidos ovarianos: Com esta técnica se consegue preservar a fertilidade e a função hormonal ovariana. Consiste na extração através de cirurgia laparoscópica do "córtex" de um dos ovários, para ser congelado posteriormente. Quando a paciente se cura, este "córtex" pode ser reimplantado no mesmo local em que foi obtido. Usado apenas em mulheres com idade fértil.


A transposição cirúrgica dos ovários: é realizada para evitar a exposição direta dos ovários à radioterapia e pode ser feita por ginecologistas treinados em cirurgia laparoscópica.


As opções depois do tratamento do câncer dependerão de cada situação:


Meios naturais: A recuperação ovulatória ocorre somente em 20-30% dos casos. O mais adequado, é tentar conseguir uma gestação por meios naturais, mas é conveniente esperar o tempo aconselhado por seu oncologista antes de tentar a gestação espontânea.





Reprodução assistida: Se é recuperada a função dos ovários, mas a reserva ovariana é escassa, as probabilidades de conseguir uma gravidez de forma natural se reduzem.Então são realizadas as tecnicas de inseminação artificial ou a fertilização in vitro.









Adoção: Por último, e não por isso menos importante, outra alternativa para formar uma família é a adoção. Pois com certeza a sua capacidade de amar não foi destruída pelo tratamento e existem milhares de crianças sedentas por ele!






O importante é realizar seu sonhos, existem vários métodos converse com seu médico e escolha o melhor método para o seu caso!





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