quarta-feira, 7 de novembro de 2012

TERAPIA-ALVO PARTE II


HERCEPTIN


Existe outra droga bem conhecida das pacientes de câncer de mama, o Herceptin. Temos falado muito dele, pois é a promessa de dias melhores para nós!!! rs....

O Herceptin é um anticorpo 95% humanizado, produzido por células geneticamente modificadas para esta função. O anticorpo tem atração pelo receptor Her2, uma proteína que é mais abundante e tem funções vitais para células tumorais de alguns tipos de tumores ("Her2 positivo").




Sua ligação a esta proteína provoca uma série de distúrbios no funcionamento das células tumorais, causando sua morte. O anticorpo tem mínima ação nas células de tecidos normais do paciente explicando em grande parte a baixa incidência de reações adversas.

Nos dias atuais, todos os cânceres de mama devem ser submetidos a uma série de testes moleculares, dos quais o mais comum e importante é a imunoistoquímica, uma espécie de 'carta de identidade' do tumor. Este teste nos permite distinguir 4 tipos de câncer de mama, de comportamento e tratamento bastante distintos: luminal A e B, triplo negativo e Her2 positivo.

O Herceptin só funciona para os Her2 positivos, que representam 15-25% dos casos. Às vezes, a imunoistoquímica pode ser inconclusiva (escore intermediário), sendo necessária a realização de um teste molecular mais complexo (hibridização in situ fluorescente [FISH] ou cromogênica [CISH]).

Deve-se também salientar que a qualidade do teste do Her2 (seja por imunoistoquímica, seja por FISH ou CISH) é de fundamental importância.

Quando administrado à pacientes Her2 positivo, o Herceptin provoca involução dos tumores. No CA de mama avançado, auxilia no controle da doença, prolonga e promove uma qualidade de vida as pacientes. No caso de tumores mais avançados, mas ainda localizados na mama e gânglios axilares - conhecidos pelo termo "localmente-avançados", sua administração pré-operatória conjuntamente com a quimioterapia potencializa a involução tumoral, facilita a realização de cirurgia posterior e reduz o risco da doença voltar. No contexto "preventivo", sua administração pós-operatória reduz o risco da doença voltar e aumenta substancialmente as chances de cura.

O tratamento com Herceptin costuma ser bem tolerado. Quando utilizado isoladamente, causa sintomas do tipo reação alérgica, quase sempre durante o primeiro tratamento, em geral facilmente contornável. Reações graves com queda da pressão arterial, falta de ar e dor no peito e/ou nas costas são mais raras, mas podem ocorrer. Podem ocorrer febre e tremores nas 24h seguintes ao primeiro tratamento, sem maiores conseqüências. Mas o efeito mais temido é a insuficiência cardíaca (enfraquecimento do músculo do coração). A maioria dos casos de insuficiência cardíaca é reversível com tratamento por medicamentos. Portanto, a vigilância cardíaca se faz necessária durante tratamento em geral com ecocardiogramas trimestrais.

Falamos por experiência própria, não é tão ruim assim, Para quem superou a quimio e a radio...Caaaaaaaara é passear no Shopping...kkkk

Se este medicamento foi indicado pra você só não se esqueça de se alimentar bem, se hidratar e repousar no dia da aplicação.

Relaxe e seja feliz!
Existem pessoas trabalhando duro por você!


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