sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

TERAPIAS COMPLEMENTARES

PRIMEIRA PARTE



Nós melhor que ninguém sabemos que os pacientes com câncer frequentemente experimentam estresse físico e emocional. Após o diagnóstico e durante o tratamento do câncer, a ansiedade, distúrbios de humor e alguns sintomas como náusea, vômito, depressão e dor necessitam ser alvos de atenção da equipe multiprofissional.

A dor no câncer é conhecida como dor total, que significa muito mais que dor física, e vai além das questões psicológicas, uma vez que considera aspectos psíquicos, sociais e espirituais, priorizando as causas relacionadas ao sofrimento do paciente. Neste sentido, outras abordagens terapêuticas precisam ser introduzidas com o objetivo de prevenir, minimizar e tratar a dor total.

O uso das Terapias Complementares e Integrativas como intervenção contra a dor e outros sintomas é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo utilizado cada vez mais nos pacientes com câncer como tratamento complementar. No mundo inteiro, diversos centros de tratamento de doenças crônicas, agregam estas terapias em suas rotinas.



Se o estresse é inevitável então...



Convidamos todos vocês a acompanhar conosco mais essa série... Aqui te daremos dicas VALIOSAS de como minimizar o estress, fazer com que o tratamento seja menos desgastante e tornar o seu tempo com você mesma mais prazeroso!




Mas...


Como nem tudo na vida são rosas, devemos tomar alguns cuidados ao escolher as terapias complementares. Como o próprio nome já diz elas são complementares, vem somar com os tratamentos convencionais visando acelerar ou minimizar seus efeitos devido a isso, devemos tomar tanto cuidado ao decidir.





Antes de iniciar qualquer terapia, é necessário conhecer os procedimentos oncológicos pelo qual o paciente foi submetido, assim como, realizar um minucioso exame clínico. Em pacientes submetidos a esvaziamento ganglionar (linfadenectomia) axilar não é indicado o uso de terapias que provoquem calor no braço, axila ou tórax do mesmo lado da cirurgia. Isso também se aplica a massagens vigorosas e acupuntura nestas regiões. Esses cuidados visam a prevenção do inchaço no braço (linfedema).





Massagens vigorosas também devem ser feitas com cautela em possíveis áreas de comprometimento ósseo (seja por perda de massa óssea ou por metástase), uma vez que poderiam facilitar a ocorrência de fraturas.




Em algumas situações clínicas como infecção e trombose venosa profunda, a introdução de terapias complementares e integrativas deve ser avaliada com muito cuidado, uma vez algumas condutas poderiam agravar o quadro. Muitas vezes é necessário suspender o tratamento da dor até melhora da fase aguda destas complicações.

Mas é muito importante ressaltar que a ideia que essas terapias são naturais não quer dizer que elas não oferecem riscos à saúde. É fundamental que o profissional de saúde tenha treinamento e formação adequados tanto da realização das terapias, quanto nos processos fisiopatológicos do câncer, minimizando assim os riscos e maximizando os benefícios.


Novamente batemos na tecla de que essas terapias são complementares e não devem substituir os recursos usualmente utilizados no tratamento da dor, como os tratamentos medicamentosos, fisioterapêuticos, psicológicos e etc.


Tudo bem que é muito bom um carinho, principalmente nessas condições mas com toda cautela possível para que o prazer não se torne uma dor de cabeça!







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