segunda-feira, 27 de maio de 2013

E AGORA...O QUE MAIS VAI ACONTECER???



Realmente a Secretaria de Saúde esta nos testando!!!



Este ano estamos tendo varias emoções com as noticias que o governo tem nos dado! Ontem dia 27/05 a  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a importação, a distribuição, o comércio, a divulgação e o uso em todo o país do remédio Anastrol 1 miligrama (mg), usado no tratamento contra o câncer de mama. A resolução foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União. De acordo com o texto, a decisão foi tomada depois que a agência registrou o descumprimento de normas regulamentares no processo de fabricação do produto, o que provocou o indeferimento da renovação de registro do Anastrol 1 mg.

Mas vamos entender melhor:

Existem várias etapas durante o tratamento do câncer, entre elas a hormonioterapia.

A manipulação do sistema endócrino é um procedimento bem estabelecido para o tratamento de algumas neoplasias malignas hormoniossensíveis. Inicialmente utilizada no câncer de mama, a hormonioterapia foi sendo subseqüentemente aplicada a outros tumores que mostravam hormoniossensibilidade incontestável. Até há poucos anos, a hormonioterapia era baseada em critérios empíricos, resultando em esquemas terapêuticos de administração variável em dosagens e intervalos.

A próstata, a mama e o endométrio necessitam dos hormônios sexuais para seu crescimento e funcionamento. O câncer que se desenvolve a partir de células desses órgãos mantém certa dependência desses hormônios.

A hormonioterapia busca inibir o crescimento do câncer pela retirada do hormônio da circulação - chamada de 'privação' - ou pela introdução de uma substância com efeito contrário ao hormônio (antagonista).A hormônioterapia tem ação sistêmica, isso é, age no corpo todo, tendo assim como a quimio alguns efeitos colaterais.
O objetivo do tratamento hormonal é impedir que os estrógenos se liguem a seus receptores para atuar como fator de crescimento das células mamárias malignas. Essa estratégia pode envolver a supressão da atividade ovariana (antes da menopausa, a retirada cirúrgica dos ovários, ou o bloqueio da função ovariana com drogas, privando as células tumorais  do estimulo para multiplicar-se) e a modulação seletiva do receptor de estrógeno(são drogas que se ligam aos receptores de estrógeno situados no núcleo das células tumorais, impedindo que o estrógeno  o faça, agem como se ocupassem ou obstruíssem a fechadura de uma porta para impedir que a chave possa abri-la.Sendo estes aplicados na pré ou pós menopausa).

Alguns dos medicamentos mais utilizados na hormônioterapia são o tamoxifero e o anastrozol que ate então eram ambos distribuídos na rede pública.

E aí está nosso problema...

Vamos aguardar mais informações!


quinta-feira, 23 de maio de 2013

60 dias... NOVO DESAFIO!!!



Hoje, 23/05/13, passa a valer a Lei que obriga o SUS a iniciar o tratamento de câncer em 60 dias após diagnosticada a doença.


Marco histórico? Há que se questionar... Claro que uma lei que venha auxiliar em um processo já tão dificil é de grande ajuda, porém não surte efeito se ela não sair do papel e chegar na ponta, ou seja, nos pacientes.


De acordo com o que temos lido, o prazo dos 60 dias é a partir do diagnóstico e da inclusão desse diagnóstico no prontuário médico. Se considerarmos que em geral, a detecção do tumor nem sempre é tão rápida, claro que a partir da ciência de sua existência, ter uma suposta data para iniciar o tratamento é enxergar uma luz no final do túnel.

Todavia, questionamos com relação ao período anterior... Quanto tempo levará para se ter esse diagnóstico? O SUS conseguirá oferecer a gama de exames necessários para o diagnóstico em tempo hábil? E a prevenção? Tem-se dito que o diagnóstico precoce é o que salva a vida de quem se descobre com câncer, então onde estão os investimentos em prevenção e detecção precoce?


E o melhor de tudo, o paciente pode ligar para a ouvidoria ou acionar judicialmente o estado ou o municipio caso a regra não se cumpra e o tratamento não comece em 60 dias... rs... 



Mas nem tudo é desconfiança em nossos corações! Nos parece uma excelente iniciativa as parcerias entre o governo e o setor privado a fim de ampliar a rede de atendimento aos pacientes com câncer. E é isso que precisamos, de ter acesso aos serviços e que esses sejam de qualidade. E de preferencia que as pessoas não tenham que se deslocar para buscar atendimento especializado.




60 dias... vitória no combate ao câncer? Sigamos a opinião da Dra. Nise Yamaguchi, diretora do Instituto Avanços em Medicina e médica dos hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein em São Paulo, de que apenas 'dentro de um ano é que poderemos avaliar essa medida'. Então vamos torcer para que o fluxo seja implementado e que essa Lei venha para beneficiar tantos que sofrem nessas filas intermináveis à espera de tratamento!





* Na Íntegra:

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/05/lei-que-preve-tratamento-de-cancer-em-60-dias-vale-partir-desta-quinta.html

quinta-feira, 16 de maio de 2013

MASTECTOMIA PROFILÁTICA: SIM OU NÃO?




Angelina Jolie ao lado de sua mãe, Marcheline Bertrand, durante a pré-estreia do filme 'Pecado original', em julho de 2001, em Hollywood (Foto: REUTERS/Fred Prouser/Files)
Mais uma vez, Angelina Jolie, atriz consagrada do cinema mundial, causa polêmica ao anunciar a retirada das mamas em virtude da propensão em desenvolver câncer de mama.



Angelina Jolie ao lado de sua mãe, Marcheline Bertrand,durante a pré-estreia do filme 'Pecado original', em julho de 2001, em Hollywood. Marcheline morreu com câncer aos 56 anos, em 2007 (Foto: REUTERS/Fred Prouser/Files)


O anúncio traz à tona novamente a discussão sobre a retirada das mamas de maneira profilática, principalmente em dias que se fala mais em preservação, além de vários estudos que comprovaram um grande número de mastectomias realizadas em pacientes as quais se descartou posteriormente o risco do câncer.

Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, esse é um assunto que tem que ser analisado com muito cuidado e cautela na relação médico-paciente, pois existem tratamentos mais radicais e outros nem tanto, todos apoiados em estudos, além do que uma mastec não é uma cirurgia qualquer, podendo gerar riscos de infecção e traumas psicológicos.

Nós que passamos pela mastec, sabemos o que é... Agora temos que dizer também que, se existe a possibilidade de não desenvolver o câncer e ter que passar por todo o trauma do tratamento, a mastec preventiva deve ser considerada, até mesmo porque nesse estágio a preservação é maior.

Muitas são as opiniões e sugerimos que vejam também o vídeo do Dr. Washington Cançado de Amorim, chefe do serviço de mastologia do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte:

http://g1.globo.com/videos/minas-gerais/t/bom-dia-minas/v/especialista-explica-como-funciona-a-cirurgia-para-retirada-dos-seios/2577225/


Na íntegra:




terça-feira, 7 de maio de 2013

FORMAS DE DIAGNOSTICAR O CA DE MAMA - PARTE 2



Sabendo um pouco mais sobre o grupo de risco, vejamos as melhores formas de diagnóstico:

 Exame clínico

O exame clínico da mama (ECM) é parte fundamental da propedêutica para o diagnóstico de câncer. Deve ser realizado como parte do exame físico e ginecológico, e constitui a base para a solicitação dos exames complementares. Como tal, deve contemplar os seguintes passos para sua adequada realização: inspeção estática e dinâmica, palpação das axilas e palpação da mama com a paciente em decúbito dorsal.








Peça sempre ao seu ginecologista que faça o exame e não deixe de faze-lo em casa, pois este pode ser realizado mensalmente.