quinta-feira, 25 de julho de 2013

FORMAS DE DIAGNÓSTICO DO CA DE MAMA - PARTE 4


Diagnóstico das lesões não palpáveis

A conduta nas lesões não palpáveis segue a proposta do Breast Imaging Reporting and Data System (BI-RADS ), publicado pelo Colégio Americano de Radiologia (ACR) e recomendada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), em reunião de Consenso em 1998. A edição de 2003 do BI-RADS está disponível na internet na página do ACR <http:// www.acr.org>

Nos casos Categoria 3 (BI-RADS ) devem ser realizados dois controles radiológicos com intervalo semestral, seguidos de dois controles com intervalo anual.

Nas lesões Categoria 4 e 5 (BI-RADS ) está indicado estudo histopatológico, que pode ser realizado por meio de PAG, mamotomia ou biópsia cirúrgica.Por tratar-se de lesão não palpável, a biópsia cirúrgica deve ser precedida de marcação (MPC marcação pré-cirúrgica), que pode ser guiada por raios X (mão livre, biplanar ou estereotaxia) ou por ultra-sonografia.

PAG e mamotomia podem ser guiadas por raios X (estereotaxia) ou por ultra-sonografia. Se houver disponibilidade, recomenda-se eleger a USG para guia de procedimento invasivo, quando a lesão for perceptível pelos dois métodos.Nos casos de PAG e mamotomia com resultado histopatológico benigno, necessário saber como foi o procedimento para decidir a conduta. O procedimento (PAG, mamotomia) é considerado adequado se produzir fragmentos íntegros (mínimo 3) e se a lesão for atingida.

Nas lesões Categoria 4 (BI-RADS ), nos casos de procedimento adequado deve-se fazer dois controles radiológicos com intervalo semestral, seguidos de dois controles com intervalo anual; nos casos não adequados indicar biópsia cirúrgica.

Nas lesões Categoria 5 (BI-RADS ), se o resultado histopatológico for benigno, deve-se proceder à investigação com biopsia cirúrgica, tanto nos casos de procedimento adequado, quanto nos casos de procedimento não adequado. 

A biópsia cirúrgica também está indicada nos casos de exame histopatológico radial scar, hiperplasia atípica, carcinoma in situ, carcinoma microinvasor e material inadequado, quando a biópsia for realizada em material obtido por meio PAG ou mamotimia.





segunda-feira, 22 de julho de 2013

CÂNCER DE MAMA E ... , REMO?!

Todas nós sabemos que pós mastectomia temos que ter os maiores cuidados com os nossos bracinhos, pois o maior complicador da cirurgia é a sequela que pode advir do esvaziamento axilar. Muita confusão ainda existe sobre o tema, mas o linfedema é ainda o terror de todo o dia para quem passou por essa cirurgia.

A orientação é que evitemos de ter descarga de peso no braço esvaziado, bem como evitar machucar, calor excessivo e enfim... como já colocamos aqui em um outro post! 

Vide: http://projetocicatrizar.blogspot.com.br/2012/05/linfedema-o-terror-parte-i-chegou-hora.html#.Ue1sVtK-pjY

Mas muitas vezes se faz confusão e deixa-se de usar o braço, o que é um erro tão mortal quanto o lado oposto. Como tudo na vida o ideal é o equilíbrio. Por isso, lembramos sempre aqui da importância dos exercícios físicos na reabilitação de pacientes. 

A boa noticia é que cada vez mais projetos surgem para ajudar o corpo, a mente e o coração de quem tem essa estrada cheia de obstáculos pela frente! Por isso destacamos o projeto do  Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) e da Faculdade de Medicina da USP, que acabam de lançar projeto pioneiro que usa o remo na reabilitação de mulheres com câncer.

Pacientes que passaram por cirurgia ou sessões de quimoterapia poderão iniciar um programa de treinamento com exercícios de remada, realizados no Centro de Reabilitação do Instituto do Câncer, e posteriormente, ao ar livre, na Raia Olímpica de Remo da Universidade de São Paulo.
Batizado de projeto “Remama”, a iniciativa é uma parceria do Icesp com a Rede de Reabilitação Lucy Montoro e com o Centro de Práticas Esportivas da USP.
O Remama visa promover a prática regular de atividade física mesmo após o término do período de reabilitação dentro do hospital. O remo é um esporte completo, que trabalha toda a musculatura, inclusive a região peitoral, contribuindo com o ganho de massa muscular e o aumento da capacidade aeróbia. 

Que essa iniciativa seja um pontapé para outras modalidades no auxilio do pós tratamento!

Na íntegra: http://noticias.r7.com/saude/sp-vai-usar-remo-na-reabilitacao-de-mulheres-com-cancer-de-mama-22072013


sábado, 20 de julho de 2013

LEUCEMIA, ADEUS!

Cientistas anunciam cura da leucemia


Cientistas americanos anunciaram nesta segunda-feira o avanço em um novo tipo de terapia celular imunológica que fez desaparecer a leucemia em uma menina usando suas próprias células T reprogramadas para combater o câncer.

O estudo do caso de Emily "Emma" Whitehead, 7 anos, gera a esperança de um novo caminho contra um tipo de leucemia forte, conhecida como leucemia linfoide aguda (LLA), que poderia inclusive substituir a necessidade de quimioterapia e transplantes de medula óssea algum dia.

Mas a pesquisa publicada na revista New England Journal of Medicine também descreve a tentativa de reprogramar células T ou linfócitos T - os encarregados de coordenar a resposta imunológica celular no nosso organismo - em outra criança que não sobreviveu, apontando para a necessidade de mais estudos para melhorar a terapia que está sendo testada.

A LLA é a forma mais comum de leucemia em crianças e costuma ter cura. No entanto, nos casos das crianças estudadas, tratava-se de um tipo de alto risco que é resistente a tratamentos convencionais, razão pela qual seus pais decidiram que participassem dos testes clínicos deste novo método.

A técnica consiste em eliminar do sangue dos doentes os linfócitos T, principais células do sistema imunológico, para modificá-las geneticamente com a ajuda de um vírus e dotá-las de um receptor molecular que lhes permite atacar as células cancerígenas.

Sem a reprogramação, os linfócitos T não são capazes de combater a doença, mas os cientistas os transformaram em células CTL019 e voltaram a inseri-las nos pacientes, onde se multiplicaram até somar milhares. No caso de Whitehead, elas permaneceram em seu corpo durante meses.

"Emily permanece saudável e não tem câncer 11 meses depois de ter recebido linfócitos T geneticamente modificados que permitiram se concentrar em um objetivo concreto presente neste tipo de leucemia", destacou a Universidade da Pensilvânia em um comunicado.

A segunda criança acompanhada neste estudo de duas pessoas tinha 10 anos e também demonstrou evidências de câncer durante dois meses após o tratamento, mas sofreu posteriormente uma recaída fatal quando o câncer voltou na forma de células de leucemia que não abrigavam os receptores das células específicas que eram o objetivo da terapia.

"O estudo descreve como estas células têm um efeito anticancerígeno poderoso nas crianças", afirmou o co-autor da pesquisa, Stephan Grupp, do Hospital Infantil da Filadélfia, onde os pacientes participaram dos testes clínicos.

"No entanto, também aprendemos que em alguns pacientes com LLA precisaremos modificar mais o tratamento para nos concentrarmos nas outras moléculas na superfície das células da leucemia", acrescentou.


Os cientistas da Universidade da Pensilvânia desenvolveram primeiro esta terapia de linfócitos T para ser utilizada em pacientes adultos que sofriam uma forma diferente de leucemia, conhecida como leucemia linfática crônica (LLC).

Em 2011, um pequeno teste com três adultos já tinha demonstrado um primeiro êxito inicial com o método. Dois desses pacientes ainda demonstram uma remissão do câncer mais de dois anos e meio depois.



http://noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos/cientistas-anunciam-cura-da-leucemia-em-menina-com-celulas-do-corpo,f89db7601c0ad310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

quarta-feira, 17 de julho de 2013


Nova tecnologia para detectar câncer de mama



Um novo equipamento de tomossíntese – já disponível –  facilita a identificação precoce de lesões mínimas da mama. Com a nova tecnologia, é possível detectá-las a partir de imagens que representam um plano de 1 mm da mama, eliminando a superposição dos tecidos, e que poderiam passar despercebidas na mamografia. A tecnologia permite uma avaliação mais precisa das características benignas ou malignas e é um preventivo contra o câncer de mama.
A inovação abre novas fronteiras no combate à doença, sobretudo para pacientes de alto risco e também para o estudo de mamas densas, nas quais mesmo a mamografia digital de alta resolução apresenta resolução diagnóstica limitada.
A dose de radiação necessária para realizar uma tomossíntese pode ser até 60% inferior a da mamografia convencional (analógica) ou com digitalização posterior, variando conforme a densidade e espessura da mama.
O avanço tecnológico melhora a confiabilidade na interpretação das imagens, abrindo espaço para que se diminua o número de biópsias desnecessárias e de incidências complementares quando surgem dúvidas na interpretação das mamografias.
A tomossíntese representa um importante avanço na detecção do câncer da mama. Como o Brasil conta com centros e profissionais que são referência internacional na área de mastologia, é natural que a introdução dessa nova tecnologia para diagnóstico de câncer da mama ocorra simultaneamente a outros centros de referência mundial.
Dados do Instituto Nacional do Câncer revelam que as taxas de mortalidade por câncer de mama no Brasil continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágio avançado.
É sempre importante ressaltar que mulheres com mais de 40 anos – ou mais cedo, se houver histórico familiar – devem se submeter à mamografia anualmente. O método continua sendo muito eficiente na detecção precoce de câncer da mama, podendo reduzir consideravelmente o índice de mortalidade, o custo do tratamento e, principalmente, o desgaste emocional da paciente.
Vale lembrar que a detecção de tumores menores permite recorrer a cirurgias menos mutilantes, resulta em menor custo global do tratamento, maior sobrevida e melhor qualidade de vida das pacientes
.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

FORMAS DE DIAGNOSTICAR O CA DE MAMA - PARTE 3


A ultra-sonografia (USG) é o método de escolha para avaliação por imagem das lesões palpáveis, em mulheres com menos de 35 anos. Naquelas com idade igual ou superior a 35 anos, a mamografia é o método de eleição. Ela pode ser complementada pela ultra-sonografia nas seguintes situações:
- Nódulo sem expressão, porque a mama é densa ou porque está em zona cega na mamografia;
- Nódulo regular ou levemente lobulado, que possa ser um cisto;
- Densidade assimétrica difusa, que possa ser lesão sólida, cisto ou parênquima mamário.


A ultra-sonografia complementar não deve ser solicitada nas lesões Categoria 2 e 5 (BI-RADS ) microcalcificações, distorção da arquitetura e densidade assimétrica focal.




Se houver lesões suspeitas deve-se buscar a confirmação do diagnóstico que pode ser citológico, por meio de punção aspirativa por agulha fina (PAAF), ou histológico, quando o material for obtido por punção, utilizando-se agulha grossa (PAG) ou biópsia cirúrgica convencional.


A PAAF é um procedimento ambulatorial, de baixo custo, de fácil execução e raramente apresenta complicações, que permite o diagnóstico citológico das lesões. Esse procedimento
dispensa o uso de anestesia.


A PAG ou core biopsy é também um procedimento ambulatorial, realizado sob anestesia local, que fornece material para diagnóstico histopatológico (por congelação, quando disponível), permitindo inclusive a dosagem de receptores hormonais.


Nas lesões palpáveis com imagem negativa (mamografia e ultra-sonografia), prosseguir a investigação com PAAF, PAG ou biópsia cirúrgica. Havendo indisponibilidade da realização de exames de imagem está indicada a investigação por meio da PAAF ou PAG.

O diagnóstico prévio reduz o estresse da mulher quanto ao conhecimento do procedimento cirúrgico a que será submetida, otimiza o planejamento das atividades do centro cirúrgico, além de ser de custo inferior quando comparado a uma internação para biópsia cirúrgica convencional.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

MOTIVO DO SILÊNCIO


Queridas e queridos, estivemos um pouco fora do ar, mas por uma boa causa!

Estamos envolvidas na organização de um evento para podermos nos encontrar, trocar ideias e experiencias, junto com profissionais gabaritados para nos auxiliar!

Gostaríamos de convidar a todas, em especial quem estiver em Goiânia /GO - Brasil, pois o evento será aqui!




E sim... voltamos para ficar!