quarta-feira, 17 de julho de 2013


Nova tecnologia para detectar câncer de mama



Um novo equipamento de tomossíntese – já disponível –  facilita a identificação precoce de lesões mínimas da mama. Com a nova tecnologia, é possível detectá-las a partir de imagens que representam um plano de 1 mm da mama, eliminando a superposição dos tecidos, e que poderiam passar despercebidas na mamografia. A tecnologia permite uma avaliação mais precisa das características benignas ou malignas e é um preventivo contra o câncer de mama.
A inovação abre novas fronteiras no combate à doença, sobretudo para pacientes de alto risco e também para o estudo de mamas densas, nas quais mesmo a mamografia digital de alta resolução apresenta resolução diagnóstica limitada.
A dose de radiação necessária para realizar uma tomossíntese pode ser até 60% inferior a da mamografia convencional (analógica) ou com digitalização posterior, variando conforme a densidade e espessura da mama.
O avanço tecnológico melhora a confiabilidade na interpretação das imagens, abrindo espaço para que se diminua o número de biópsias desnecessárias e de incidências complementares quando surgem dúvidas na interpretação das mamografias.
A tomossíntese representa um importante avanço na detecção do câncer da mama. Como o Brasil conta com centros e profissionais que são referência internacional na área de mastologia, é natural que a introdução dessa nova tecnologia para diagnóstico de câncer da mama ocorra simultaneamente a outros centros de referência mundial.
Dados do Instituto Nacional do Câncer revelam que as taxas de mortalidade por câncer de mama no Brasil continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágio avançado.
É sempre importante ressaltar que mulheres com mais de 40 anos – ou mais cedo, se houver histórico familiar – devem se submeter à mamografia anualmente. O método continua sendo muito eficiente na detecção precoce de câncer da mama, podendo reduzir consideravelmente o índice de mortalidade, o custo do tratamento e, principalmente, o desgaste emocional da paciente.
Vale lembrar que a detecção de tumores menores permite recorrer a cirurgias menos mutilantes, resulta em menor custo global do tratamento, maior sobrevida e melhor qualidade de vida das pacientes
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