segunda-feira, 26 de agosto de 2013

MULHERES BEM CASADAS TÊM MAIS CHANCES DE SUPERAR O CANCER DE MAMA






As mulheres são mais propensas a sobreviver ao câncer de mama quando são felizes no casamento ou possuem relações estreitas com amigos e familiares, de acordo com pesquisadores. Segundo estudos, laços fortes com pessoas queridas são cruciais para vencer a doença. As pacientes isoladas socialmente tiveram uma probabilidade 61% maior de morrer nos três anos seguintes ao diagnóstico.


Como já citamos o apoio familiar e de amigos é essencial para recuperação de pessoas com câncer, mas vamos combinar né... Um abraço apertado, um suspiro dobrado e amor sem fim também é bom demais né!!!

Acadêmicos acreditam que o apoio emocional dado por parceiros, amigos e familiares é fundamental para ajudar a mulher a superar o câncer de mama. Além disso, essas pessoas também podem fornecer ajuda prática, como transporte para o hospital ou cozinhar para a paciente quando está debilitada. Porém, os estudos apontam que não há necessariamente uma relação direta com o número de amigos e familiares, mas sim com a qualidade dessas relações.
A primeira pesquisa desse tipo, realizado por cientistas do centro de pesquisa Kaiser Permanente, na Califórnia, estudo 2.264 mulheres diagnosticadas com câncer de mama.  O grupo foi questionado sobre a existência de um marido ou companheiro, se possuía pais vivos e parentes e amigos próximos. As pacientes também relataram o apoio que receberam dessas pessoas e deram uma nota para a participação desses entes queridos. “Descobrimos que mulheres em pequenas redes sociais tiveram um risco de mortalidade significativamente maior do que aquelas em um grupo maior”, afirmou Candyce Kroenke, líder da pesquisa.
Mesmo quando as mulheres não estavam perto da família ou amigos, mas eram membros ativos da comunidade, ou pertenciam a uma igreja ou grupo religiosos, as chances de sobrevivência eram impulsionas por esse laço, segundo especialistas. "Isso sugere que a qualidade das relações - e não apenas o tamanho da rede – importa para a sobrevivência e que relações com a comunidade são importantes quando os laços com amigos e familiares são menos favoráveis”, defende Candyce.
Isso parece um pouco obvio né!  Mas nem todo mundo vê assim, o companheiro seja ele um marido, namorado, amante, peguete fixo, tico-tico no fubá, whatever... São extremamente responsáveis pela manutenção da nossa auto-estima... E nesse ponto particularmente não temos o que reclamar! RS...


Que as coisas continuem assim!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

FAMÍLIA... FAMÍLIA...






Ontem estávamos conversando com algumas pessoas sobre a família. Nos demos conta que ainda não fizemos a devida menção a essa unidade primeira de nossas vidas!


Quando se está em tratamento oncológico, o apoio dos nossos entes queridos são como bálsamos a nos serenar o coração. Claro que também, são nossas maiores preocupações, quando pensamos que poderíamos partir e deixar nossos herdeiros ou nossos genitores, por aqui nesse planetinha querido.


O fato é que o amor dos familiares e dos amigos é fundamental para nos encorajar a seguir a diante. Por isso temos que tratar também de auxiliar todos os que estão envolvidos no processo, pois sofremos todos juntos.


Algumas pessoas, preferem se retrair com medo de sofrerem a dor do outro, mas a maioria tem a coragem e a força do enfrentamento e assim vemos, pais, mães, maridos, esposas, irmãos (ãs), filhos(as), genros e noras dando as mãos e seguindo confiantes na recuperação da saúde daquele que momentaneamente está doente.


Nesse mister é fundamental uma ajudinha e as psico-oncologistas estão aí para isso mesmo, ajudar você e seus familiares a passarem pelo turbilhão. É preciso deixar de lado os velhos conceitos acerca desses profissionais, pois todos temos nosso momento de dificuldade e nesse caso, os psicólogos podem auxiliar muito!

Assim, um viva para todos os familiares e amigos lindos que nos acompanham e nos ajudam a sorrir todos os dias!



segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Será?!!



Em sua essência, o câncer é uma célula entre milhões de outras que começa a funcionar mal. No caso do câncer de mama, na maioria das vezes essa célula maligna fica nos ductos que levam o leite da glândula mamária até o mamilo. Mas, por que ali e não em outra parte? O que há nesta região?
Então....os médicos ficaram perplexos ao descobrir a resposta.
Em estudo, publicado na revista especializada "Stem Cell Reports", foi explicado como descobriram que todas as mulheres - propensas ou não a desenvolver câncer de mama - têm uma classe particular de células-mãe com
telômeros (estruturas que formam as extremidades do cromossomo) extremamente curtos.
Os cientistas se deram conta de que estes cromossomos, com as extremidades tão pequenas, fazem com que as células fiquem mais propensas a sofrer mutações que podem desenvolver o câncer.
Diferentemente de muitos estudos sobre o câncer, a investigação se deu em mulheres normais que doaram seus tecidos após terem se submetido a uma operação de redução de seios por razões estéticas.
E ai???Dá pra explicar melho???
Eles explicam que as células-mãe se dividem em células chamadas de diferenciadas ou finais, que, por sua vez formam o ducto mamário. E é nessas células em que se origina o câncer de mama, afirmam os especialistas.
Eles observaram que quando os telômeros dessas células finais perdem sua função - que é a de manter a estrutura do cromossomo, evitando que suas extremidades se juntem ou combinem com os outros - pode ocorrer é "um verdadeiro caos" no ciclo celular que se segue.
Apesar de todas as mulheres terem células com telômeros bem curtos, nem todas desenvolvem câncer de mama. Em alguns casos, porém, a multiplicação dessas células pode funcionar mal e produzir uma célula maligna.
Para os especialistas, o estudo nos permite entender o que está por trás do início do câncer de mama e estabelecer marcadores que sirvam de parâmetros para exames a partir de amostras de tecidos e sangue, e poder monitorar todas as mulheres, especialmente as que têm alto risco de desenvolver o câncer, o que é uma ótima noticia!Por que alguns tumores quando se desenvolvem não há muito o que se possa fazer, por isso a extrema importância de saber suas origens!
Podemos acreditar com isso em tempos melhores! ;)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

ONCOdúvida - Vestindo a armadura!

Queridas e Queridos de Goiânia,

Esse sábado - 10 de agosto/ 9:00 hrs, acontecerá o segundo encontro do ONCOdúvida. O primeiro deixou um gostinho de quero mais, pois tivemos muitas coisas para conversar e descobrir.

Convido vocês a fazerem parte desse coro que luta para conhecer mais sobre o câncer e dessa maneira desmistificar esse monstro, que a cada dia vem perdendo força para a ciência!

Até lá!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

CÂNCER - UM PROBLEMA DE TODOS NÓS!




Aconteceu ontem em Goiânia o IV FÓRUM REGIONAL DE DISCUSSÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE EM ONCOLOGIA - Edição Goiás, promovido pelo Instituto Oncoguia. Foi um dia muito especial e gostaríamos de contar para vocês um pouquinho do que aconteceu por lá!

O Fórum teve quatro painéis, nos quais foram discutidos:

- EIXO SUS - Tirando o Paciente da Fila;
                     - Garantia de Acesso ao Tratamento Rápido e de Qualidade.

- EIXO SAÚDE SUPLEMENTAR - Garantia de Atendimento e Ampliação de Cobertura

- EIXO DIREITO DOS PACIENTES.

No EIXO SUS foi mostrado a dificuldade do acesso aos tratamentos de cirurgia, quimioterapia e principalmente de radioterapia, em todo o Brasil e especialmente em Goiás. Existe ainda uma dificuldade do Poder Público aceitar a responsabilidade do paciente com Câncer, desenvolvendo políticas eficazes para atender essa população. Mencionou-se muito a necessidade de adequação e principalmente de VONTADE POLITICA, para mudar esse cenário em nosso país.

Um dado alarmante que foi abordado é o aumento da incidência de casos avançados que chegam todos os dias nos hospitais, levando-nos a crer que está faltando cuidado com a assistência básica e prevenção. Lembrando que prevenção não elimina a chance de ocorrência da doença, mas consegue interceptá-la no início, aumentando as chances de sobrevivência.


Com relação à saúde suplementar, constatamos que menos de 20% da população brasileira tem planos de saúde e que estes são muitas vezes tão complicados quanto ao SUS, por negarem muitos procedimentos aos pacientes de alto custo. A sensação é que eles só aderem quando são pressionados pelo poder público, como é o caso que está em voga, da quimioterapia oral, feita em casa, que facilita a vida dos pacientes, mas que tem custo mais elevado, por se tratar de novas tecnologias.


Todavia, uma gestão mais eficiente e humanizada chegará a conclusão de que a quimioterapia oral tem mais vantagens tanto para o paciente, quanto para a seguradora de saúde a longo prazo, pois evita uma série de custos e complicações advindas de internações.

Quanto ao direito dos pacientes, vimos que ainda é uma seara muito dura de se percorrer. A maior parte dos direitos que ouvimos falar que temos, precisam de ser levados a justiça para que sejam garantidos, ainda que previstos em lei. Um ponto focal do evento foi minha participação quando levantei um direito que muitos se esquecem, o direito da reabilitação.


Depois que o furacão passa, precisamos reconstruir nossa vida e muita vezes não encontramos o caminho, ou o espaço necessário para isso. Precisamos discutir esse retorno ao mercado de trabalho, ou melhor, à vida, mesmo que seja dando benefícios para nivelar aqueles que em determinado momento passa a ser diferente. 



Quem teve câncer, ou está em tratamento, sabe do estigma e do preconceito que essa doença causa, por isso a importância da frase de nossa querida Luciana Holtz - Presidente do Oncoguia- de que temos que falar bem alto sim:  CÂNCER - UM PROBLEMA DE TODOS NÓS!