quarta-feira, 9 de outubro de 2013

COMO ASSIM...5 MINUTINHOS E PRONTO???

 
 
 
Muitas pessoas tem dúvidas sobre como realmente funciona a Radioterapia, e não é pra menos, como um tratamento tão rápido pode ser tão devastador?Para isso selecionamos algumas das perguntas mais comuns sobre o assunto:
 
 
1.Quais os benefícios da radioterapia?


Metade dos pacientes com câncer são tratados com radiações, e é cada vez maior o número de pessoas que ficam curadas com este tratamento. Para muitos pacientes, é um método bastante eficaz, fazendo com que o tumor desapareça e a doença fique controlada, ou até mesmo curada. 
Quando não é possível obter a cura, a radioterapia pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida. Isso porque as aplicações diminuem o tamanho do tumor, o que alivia a pressão, reduz hemorragias, dores e outros sintomas, proporcionando alívio aos pacientes.


2.Para que serve o tratamento radioterápico?


A radioterapia tem como principal objetivo curar uma enfermidade que esteja presente ou evitar o seu reaparecimento após a quimioterapia ou cirurgia. Além disso, ela pode ser utilizada para controlar sintomas, como, sangramento, dores, ou outros causados pela presença de doença.
O tratamento consiste em expor os tecidos à irradiação, e esta leva à morte celular por vários mecanismos, desde a inativação de sistemas vitais para a célula até sua incapacidade de reprodução.


3.A Radioterapia atinge as células normais?


Sim, porém, as células normais possuem uma capacidade maior de se regenerarem do dano causado pela radiação do que as células anormais. Portanto, na maioria das vezes, a doença é destruída e as células normais se recuperam após o término do tratamento. Além disto, a radioterapia moderna, com técnicas precisas, permite que depositemos doses elevadas nas células doentes ao mesmo tempo em que protegemos as células normais do organismo.


4.Por que, em alguns casos, a radioterapia é utilizada no lugar da cirurgia?


Algumas vezes, o tumor pode ser destruído pela radioterapia, não havendo necessidade de procedimento invasivo. A radioterapia pode, ainda, ser empregada em conjunto com a cirurgia e/ou com quimioterapia e hormonioterapia.


5.Quais as etapas da radioterapia externa?


Após confirmação da indicação e da técnica de radioterapia escolhida pelo médico radioterapeuta, o paciente passa pelas seguintes fases:

A. Tomografia de planejamento

O paciente é submetido à tomografia na posição que serão efetuadas as aplicações. Se necessário, será confeccionado um molde para melhor fixá-lo na hora do tratamento, assegurando uma boa reprodutibilidade diária. Essa tomografia não é para diagnóstico e sim para o planejamento da radioterapia. Para isso, as imagens geradas por essa tomografia são enviadas para um computador onde será efetuado o planejamento.

B. Planejamento

Nessa etapa, o paciente não necessita estar presente e os profissionais envolvidos, como dosimetristas, físicos e médicos, irão delimitar na imagem da tomografia, o local do corpo que será tratado, bem como os órgãos normais adjacentes que serão protegidos. Após a identificação dessas estruturas, o planejamento das incidências da radiação é realizado e o computador vai verificar se a distribuição da dose de radiação está adequada, ou seja, se o local que precisa ser tratada está recebendo de forma concentrada a dose prescrita e os órgãos normais o mínimo possível.

C. Aplicações

Após o término e aceite do planejamento pelo médico, o paciente começa a receber as aplicações, cujo número pode variar de uma única aplicação até 42. Essas aplicações são diárias, realizadas nos dias úteis, e o paciente fica na sala de tratamento entre 10 e 20 minutos dependendo da complexidade da técnica utilizada. As aplicações são indolores e geralmente os pacientes saem bem, sem sintomas e sem necessidade de um acompanhante, exceto em determinadas situações caso as condições clínicas prévias do paciente exijam.

D. Revisões semanais

Durante o tratamento, os pacientes passam pelo menos uma vez por semana em consulta com o médico responsável pela radioterapia. Essa consulta é realizada para os pacientes retirarem as dúvidas, serem examinados e para o médico verificar algum sintoma e, se necessário, prescrever algum medicamento para retirá-lo ou amenizá-lo. Outros profissionais, como nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, dentistas e enfermeiros estarão acompanhando a evolução e, se houver necessidade, participam do tratamento.

E. Alta

No último dia de tratamento, o paciente passa em consulta de alta com o médico. Nessa consulta, o médico verificará as condições do paciente, o orientará quanto aos próximos passos, agendará as consultas de retorno e entregará o relatório da radioterapia realizada por escrito.

F. Seguimento

Após o término do tratamento, o paciente será periodicamente acompanhado pelo médico radioterapeuta em conjunto com os outros médicos envolvidos. A freqüência das consultas e dos exames complementares depende de cada situação clínica. 


6.O paciente submetido à radioterapia pode estar exposto à radiação? Em qual intensidade?


Depende da radiação e da intensidade. Esse paciente deve se proteger, por exemplo, da radiação solar. Antes de realizar outros exames que envolvem radiação (raios x, cintilografia, etc.), o paciente deve consultar o médico que o acompanha. 


7.O paciente fica com irradiação no corpo?


A radiação emitida pela radioterapia externa atravessa o corpo do paciente e não impregna em seu interior. Portanto, o paciente não fica radioativo e não há problemas de contato com outras pessoas. Quando o paciente é tratado com implante de material radioativo de forma permanente, haverá emissão de radiação do interior do mesmo por um determinado tempo. Nesses casos, o paciente recebe as instruções específicas sobre os cuidados que deve ter e por quanto tempo.


8.Quais são os efeitos colaterais da radioterapia?


Tanto os efeitos benéficos como os indesejados dependem da dose utilizada e da área do corpo que está sendo tratada. É possível, em muitas ocasiões, o paciente não ter qualquer efeito colateral durante o tratamento ou apresentar apenas uma reação passageira na pele por onde a radiação atravessou. Como cada efeito colateral depende de cada caso, é muito importante que o paciente seja orientado pelo médico quanto a esses efeitos e como tratá-los ou amenizá-los. 

Eles variam em função da área tratada e da dose. Muitos efeitos colaterais, porém, desaparecem rapidamente após o término do tratamento. Alguns deles são:
- tristeza - é o estado emocional mais comumente observado. Uma atitude positiva perante o tratamento ajuda muito;
- cansaço - dormir bastante e alternar períodos de atividades com períodos de repouso;
- náusea e vômitos - podem ser controlados com medicação. Mudanças na dieta, redução dos condimentos (pimenta e temperos fortes) podem ajudar;
- perda do apetite - refeições devem ser feitas em pequenas quantidades e com mais freqüência;
- diarréia - a irradiação do abdome pode desencadear aumento das evacuações. Beber muito líquido e evitar alimentos com muitas fibras (vegetais crus e frutas frescas como laranjas) são dicas importantes;
- mudança de paladar - a irradiação das lesões na boca e no pescoço alteram a capacidade de perceber o sabor dos alimentos. Ao término do tratamento estas alterações voltam ao normal após um determinado período;
- boca irritada - durante o tratamento de lesões de cabeça e pescoço, a boca fica ressecada e muitas vezes com lesões do tipo "aftas". Manter a boca úmida e limpa, fazendo bochechos com água bicarbonatada ajuda bastante.


9. O que o paciente pode fazer para contribuir com o sucesso do tratamento?


- proteger a área de tratamento;
- usar roupas confortáveis;
- proteger a área de tratamento do sol;
- evitar o uso de sabonetes perfumados, perfumes, bolsas quentes ou frias;
- comer alimentos saudáveis;
- beber bastante líquido;
- não consumir bebida alcoólica;
- avisar o médico sobre medicações que já faz uso;
- perguntar sobre suas dúvidas durante as revisões semanais.


10.Há algumas sugestões que possam contribuir para reduzir as náuseas dos pacientes em tratamento radioterápico?


Sim. Algumas delas são: fazer refeições em pequenas quantidades e várias vezes ao dia (pelo menos seis vezes); ingerir alimentos em temperatura ambiente; ingerir lentamente bebidas geladas; manter a higiene oral; evitar fumar; evitar bebidas alcoólicas, café, chá preto e chá mate; evitar sentir o cheiro de comida durante o seu preparo; evitar frituras, alimentos gordurosos e muito temperados e doces concentrados, como o de leite, goiabada, marmelada, cocada, calda de compota, creme e bolos recheados; evitar comer uma ou duas horas antes da quimioterapia; não deitar logo após as refeições.


11.O que fazer em caso de ressecamento da boca (xerostomia)?


Fazer a higiene oral com freqüência; aumentar a ingestão de líquidos durante o dia e beber pequenas quantidades de líquidos durante as refeições; acrescentar molhos e caldos nos alimentos.

O seu médico poderá receitar uma fórmula para substituir a saliva.


12.O que fazer em caso de aftas (mucosites)?


Aumentar a ingestão de líquidos; evitar alimentos muito quentes ou muito frios; dar preferência a alimentos macios, fáceis de mastigar e engolir, como purês, sopas, cremes, pudins, gelatinas, mingaus, vitaminas e carnes moídas ou desfiadas; evitar alimentos ácidos, crus, duros e secos.
Fazer a higiene oral com freqüência (30 minutos após as refeições e a cada quatro horas, usando escova de dentes macia, creme dental não-abrasivo ou solução de bicarbonato com sódio); limpar a prótese dentária quatro vezes ao dia; umedecer os lábios com manteiga de cacau; ingerir dois litros de água por dia; fazer bochechos com solução de água bicarbonatada (diluir uma colher de chá de bicarbonato de sódio em duas xícaras de água).


13. O quer fazer em caso de diarréia?


Usar regularmente a medicação prescrita; fazer refeições pobres em fibras; aumentar a ingestão de líquidos por dia (água + refresco + chás); evitar alimentos muito frios ou muito quentes; evitar os alimentos considerados laxativos (verduras cruas ou cozidas, alimentos integrais e frutas como laranja, mamão, abacate e ameixa), dando preferência por maçã sem casca, goiaba, limão, melão e banana; evitar alimentos gordurosos como leite integral e seus derivados (creme de leite e queijos gordurosos); reduzir o consumo de açúcar refinado, açúcar mascavo e mel.


14.O que fazer em caso de prisão de ventre (obstipação)?


Beber muito líquido durante o dia (os líquidos quentes aumentam o trânsito intestinal); aumentar o consumo de frutas (mamão, laranja, abacate e ameixa), ingerindo sempre que possível o bagaço; aumentar o consumo de verduras cruas e cozidas; evitar o consumo de maisena, creme de arroz, fubá e farinha de trigo. 






 
 
Então...Com um pouquinho mais de informação tentamos minimizar os desconfortos!



 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

OUTUBRO ROSA







Outubro é o mês do Rosa! Nesse mês temos inúmeras ações de conscientização sobre a prevenção do câncer de mama. Esse vilãozinho cresce a cada dia e acomete um maior números de mulheres a cada ano. De acordo com as fontes oficiais é da ordem de 40.000 casos novos para o Brasil ao ano.

É muito lindo ver a cidade em tons de rosa e as pessoas tomando consciência do que seja esse movimento. Para enriquecer mais ainda essa iniciativa, temos que começar a pensar no que fazer depois que o problema já ocorreu e foi tratado.


Aproveitemos o outubro para nos conscientizar da necessidade de operar mudanças em nossa vida. Escolhas saudáveis aumentam nossas chances de termos que encarar de novo o inimigo! Vamos reafirmar, melhore a alimentação, pratique exercícios, pegue leve com o álcool e em absoluto pare de fumar.

Encontre um hobby que te faça feliz, dance, namore... enfim, a vida é agora. A oportunidade é essa!

Um feliz outubro ROSA pra nós! ;)