terça-feira, 26 de agosto de 2014

$$ CÂNCER $$



Não  bastasse a agonia do diagnóstico e todo o complexo tratamento que sabemos que teremos que enfrentar, existe em muitos casos um outro complicador: o plano de saúde! Quando ele existe é claro.

Na condição em que vivemos em nosso pais, a grande maioria precisa ter um plano de saúde, pois em um momento de necessidade, pagar despesas médicas e hospitalares não é brincadeira. Ao receber o diagnóstico, o que encontramos: uma situação de emergência, certo? Mesmo com algumas leis regulamentando os planos, muitos ainda se debatem na hora de custear tratamentos de alto custo.

E essa angustia faz tão mal quanto o diagnóstico, porque te jogam no 'front' de batalha desarmado! Você deve estar se perguntando, mas e o SUS? Afinal existe uma propaganda incrível, de que podemos realizar, por exemplo, a mastectomia com reconstrução imediata, ou então, que o prazo para iniciar o tratamento é de sessenta dias após o diagnóstico.

Na televisão, isso é lindo, mas nas macas dos hospitais públicos a estória é muito diferente. Vocês sabem quanto tempo se leva para conseguir uma tomografia pelo SUS? A questão que fica é, até que se defina o diagnóstico, será que os sessenta dias após dele serão determinantes?

Mas do outro lado da moeda, muitas guerras são travadas contra os planos de saúde, pois muitos se negam a pagar, outros enrolam... enfim... um drama que só quem vive, sabe o que é estar com a sua vida nas mãos de quem muitas vezes tem apenas um coração burocrático.

E aí então, nos questionamos, o porque dos tratamentos contra o câncer serem tão caros. Qual é a lógica que permeia esse universo, onde quem realmente é prejudicado é quem já está sofrendo a agonia de não saber como será o dia de amanhã.

Precismos sim, nos instruir, e nos aproximar, discutir e fomentar ideias, para que a partir de uma união, proponhamos políticas públicas que tratem o câncer da maneira como deve ser, com seriedade e recursos e não apenas como marketing.


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