quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

RADIATION RECALL: Vamos falar de Radioterapia?

Vocês já ouviram falar de Radiation Recall? O nome é bacana neh? Parece uma concessionária que vai trocar as peças de um carro... Mas não... É mais uma das traquinagens da radioterapia!

Esse conceito começou a fazer parte do meu universo nessa semana. Então resolvi ler a respeito para gente entender melhor do que se trata. Primeiro precisamos ter em mente que radioterapia é um tratamento muito invasivo que parece inofensivo. Mas acreditem, não é! 

Hoje depois de três baterias de quimio e radio, eu posso dizer que meus piores momentos foram em decorrência da radio e não da quimio. Não que a quimio não tenha seu papel em nossos pesadelos, mas ela vem, mostra a cara e depois vai embora. Pode até ser que demore aí uns dois anos, mas vai.

A radio não! Ela vem para ficar, e uma vez feito radioterapia ela ficará circulante no organismo para sempre. Estamos falando de radiação, então sabemos que não é qualquer coisa. Bem.. é aqui que começamos a entender a história do recall.

Pode-se ter uma radiation recall, pouco tempo ou anos após o término do tratamento. Isso significa que podemos ter um processo inflamatório em decorrência da ação da radiação que está circulante no organismo.

O mais comum são dermatites, com vermelhidão na pele, dor, inchaço, erupções, parecendo muitas vezes com uma queimadura solar. Mas, outras regiões podem ser afetadas, como a mucosa da boca, laringe, esôfago, estômago, pulmão, músculos e cérebro.

Legal neh? Rs... Histórias mirabolantes para uma doença maluca com sobreviventes heróicos! E aí, claro que você vai me perguntar: E porque isso acontece? A verdade é que ainda não se sabe o que provoca esse retorno dos efeitos da radioterapia. 

Existem algumas teorias que tentam explicar, sendo uma delas defensora de que o uso combinado de radioterapia e quimioterapia poderia causar a radiation recall, incluindo alguns medicamentos na lista como:

  • Adriamycin (doxorubicina)
  • Taxotere (docetaxel)
  • Taxol (paclitaxel)
  • Gemzar (gemcitabine)
  • Xeloda (capecitabine)
E o tratamento é baseado no controle dos sintomas, até que o problema resolva por si mesmo... Humhum... Inacreditável neh? Mas ainda não tem muito o que fazer, a não ser usar paleativos. Corticóides e antinflamatórios poderão ser usados a critério médico. E claro, evitar o sol, afinal já existirá uma queimadura para lidar!

É importante saber que coisas assim podem acontecer, pois esse universo da radioterapia ainda está muito distante de todas nós. Assim que, se notar algo diferente, sempre... em qualquer situação ligue para seu médico, pois ele vai te ajudar a entender o que se passa com você!

2 comentários:

  1. Pois é Ludmila, bem vinda ao clube. Fiz Radioterapia, Quimio e Transplante de Medula em 2010, quando fui diagnosticada com Mieloma Múltiplo.Sobrevivente heróica, como vc diz. Hoje, estou de volta à quimio, infelizmente com mais efeitos colaterais do que na primeira vez, mas eu te garanto, é só uma questão de tempo. Tenho fé que tudo isso será superado e que irei retomar minhas atividades. Bjs e saúde prá vc.

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  2. Ana Margarida, tenho fé que vc vai superar mais essa! E se quiser conte comigo aqui para dividir experiencias e nos fortalecer! Bjos e saúde pra vc tbm!

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