sexta-feira, 19 de junho de 2015

Sua vontade é de quem?

A busca incessante pelo reequilíbrio da saúde, nos leva a vários horizontes. Um dos que mais gosto é a psicologia. Muitas vezes lidar com os nossos universos não é tarefa fácil e é preciso um olhar externo que consiga nos arrancar dos vícios de pensamentos.

Dentre os vários caminhos e estudos, uma fala, de uma facilitadora de constelação familiar (ótimo tratamento psicológico), me fez parar para refletir muito a cerca do que fazemos quase que maquinalmente todos os dias. A questão era sobre o que nós fazemos por alguém e para alguém.

Parece simples, não é? Todavia, se aprofundarmos um pouco mais o pensamento, vamos perceber que a maioria de nossas ações, não são motivadas pela nossa vontade, pelo nosso entusiasmo, mas pela necessidade de se atender à anseios que vem de fora. 

Diz -se que quando fazemos algo "pôr" alguém, estamos perpetuando e de certa forma carregando nossos antepassados e consequentemente quando fazemos "para" alguém estamos nos voltando para os nossos sucessores.

E aí é aquele momento que a gente para e pensa, o que eu faço por mim mesma? O que eu gosto, o que eu quero... Para onde quero ir... O que eu não quero.. São perguntas que nem sempre estamos dispostas a responder e por isso arrumamos mil e uma desculpas... O trabalho, os filhos, o marido, os pais.... a política a igreja, o centro... enfim, qualquer coisa que ocupe minha mente e me impeça de ver a minha própria verdade.

Todos queremos o estado de saúde, de não doença, mas precisamos entender que ela pode ser a liberação de tanta energia acumulada e guardada, nas fileiras da nossa não condição de olharmos para dentro de nós.

Nos assumirmos como seres únicos e imperfeitos, ainda está em uma fase embrionária. Mas seguir em frente, tentando entender o que nos move ou o que não nos move, é que pode trazer um pouco de alívio por meio do crescimento. E sim, a psicologia pode ajudar a visualizar aquela luzinha lá no final do túnel...







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